quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ibama gasta mais do que arrecada com cobrança de infrações

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estuda suspender a cobrança de pequenas multas ambientais. O motivo são os altos custos dos processos judiciais, que superam o valor da maior parte das penalidades dessa categoria.
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou na terça-feira que a proposta é transformar todos os autos de infração com multa de até R$ 2.000 em advertências, sem cobrança para o infrator.
A decisão beneficiaria pessoas físicas flagradas, por exemplo, com animais silvestres em cativeiro. Em caso de reincidência, contudo, a ideia é que a multa seja cobrada em dobro.
Segundo o Ibama, 95% das multas recolhidas pelo órgão são de até R$ 2.000.
A revisão se baseia em estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra gasto mínimo de R$ 4.379 na tramitação administrativa de um auto de infração.
Com a decisão, cerca de R$ 100 milhões em multas deixariam de ser cobradas, referentes a 115 mil processos que estão em andamento atualmente no Ibama.
Trennepohl afirmou que a medida não é uma "anistia", e sim uma solução para cortar gastos e reduzir o acúmulo de processos administrativos no órgão.
A proposta será levada nos próximos dias para apreciação da presidente Dilma Rousseff pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a quem o Ibama está subordinado.
A medida é polêmica porque as pequenas infrações representadas pela posse de espécies nativas em cativeiro são "alimentadas" pelo tráfico de animais, considerado uma das principais ameaças à biodiversidade mundial.
Considera-se que o comércio ilegal de espécies selvagens só perca para o tráfico de drogas entre as atividades comerciais ilícitas, com lucros anuais de até US$ 20 bilhões.
É comum que vários indivíduos de uma espécie de interesse sejam mortos para que um ou dois cheguem a ser comercializados.
Esse é o caso dos grandes primatas, como chimpanzés, orangotangos e gorilas.
LINK:http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1014287-ibama-gasta-mais-do-que-arrecada-com-cobranca-de-infracoes.shtml
COMENTÁRIO:É uma pena que o lucro seja maior que o gasto, já que desencoraja punir infratores.

Biotecnologia produz aromas de frutas a partir de resíduos


Compostos podem ser usados pela indústria de alimentos e colocados em rações Trabalho de doutorado desenvolvido na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) por Daniele Souza de Carvalho resultou na produção de aromas naturais de frutas por via biotecnológica, obtidos a partir de resíduos agroindustriais. Além disso, comprovou-se a sua viabilidade de uso por reduzir o tempo de processamento, o que deve diminuir também os custos. Esses aromas mostraram-se promissores para aplicação sobretudo na indústria de alimentos, podendo serem adicionados ao leite fermentado, iogurtes e rações animais, entre outras possibilidades. Do processamento da indústria cervejeira, foi aproveitado o bagaço de malte, que sobressaiu no experimento com um aroma puxado para o abacaxi, e do processamento da mandioca, a manipueira, um aroma puxado para o morango. Daniele, que é química de alimentos, expõe que o tempo de processamento foi encurtado para um dia, em oposição às 72 a 96 horas que em geral demandariam pelos processos convencionais para obtenção deste composto. Isso porque, se o microrganismo fosse colocado direto no meio, teria que passar por uma fase de adaptação, que envolve a curva de crescimento normal. Ela explica que ativou o microrganismo em meio convencional e, após 24 horas, foi adicionado no resíduo, desenvolvendo a produção máxima desse composto em 24 horas de fermentação. Os achados já apontam que é possível beneficiar diferentes setores da indústria, salienta a autora, principalmente com a diminuição dos custos, já que os processos biotecnológicos exigem, em geral, um longo tempo de fermentação e têm um substrato caro. Por reunir essas características, Daniele pensou em utilizar resíduos como substrato para o processo fermentativo. “Sem fazer a etapa de pré-inóculo (quando adiciona-se o microrganismo ao meio), o microrganismo teria que passar pela fase de adaptação, entretanto, com o auxílio da etapa do pré-inóculo, ele já estaria com todo o aporte enzimático ativo e começaria a produzir os compostos de aroma.” Na tese, orientada pela docente da FEA Gláucia Maria Pastore, quando comparado o extrato de malte, que seria o meio sintético comum de se usar, com o resíduo de bagaço de malte, ambos apresentaram a mesma performance. “Tivemos a visita de um aromista, que ficou encantado com o produto oriundo do extrato fermentado. O aromista já trabalha com a possibilidade de saltar a etapa da purificação”, aborda Daniele, outra desvantagem do processo biotecnológico. “Assim chegaremos mais perto da escala industrial.” O éster, objeto de estudo, foi o hexanoato de etila, o qual possui um intenso aroma frutal. A linhagem, que é o microrganismo (no caso o Neurospora sp.), foi isolado de uma massa de mandioca proveniente do Estado do Maranhão, por ser muito recorrente naquela biota, ao passo que os resíduos agroindustriais partiram de indústrias do interior do Estado de São Paulo. Da manipueira (uma espécie de líquido tóxico originado no processamento da mandioca, que surge na prensagem da massa da raiz da mandioca), sobressaiu um aroma de morango e, do bagaço de malte, um aroma de abacaxi. Isso em grande parte ocorre devido às diferentes concentrações obtidas e a outros compostos formados. Na literatura, o hexanoato de etila tanto pode ser descrito como aroma de abacaxi quanto de banana, maçã, morango e pêssego. Ora pode assumir a característica de uma fruta, ora de outra. “No nosso caso, conseguimos que o buquê geral dos extratos fosse diferenciado”, informa a pesquisadora. Aplicações Normalmente, o bagaço de malte serve como ração animal, seu principal destino. Aqui ele serviu para alimentar o microrganismo responsável por produzir o aroma. Na verdade, esclarece a doutoranda, vão se esgotando os seus compostosas macromoléculas, os carboidratos, os lipídios e as proteínase, por mecanismos secundários, produz-se o aroma. Em países como a China e o Japão, por exemplo, o hexanoato de etila é adicionado em bebidas como os saquês e licores. Nos dois países, são consumidas, no total, mais de duas mil toneladas do produto por ano, que ainda pode estar presente nas balas, geleias, perfumes e numa série de compostos nos quais se almeja o aroma frutal. Na tese, o bagaço de malte foi escolhido pelo fato de ser o extrato de malte, o melhor meio sintético onde se produz maior quantidade de hexanoato de etila, já a manipueira porque já é muito estudada no Laboratório de Bioaromas e Compostos Bioativos da FEA para a produção de biossurfactantes, compostos de origem microbiana. Como estava praticamente disponível, conta a autora, tentou-se empregá-la não só para a produção de biomassa, o que já é realizado em alguns estudos no laboratório, mas também para a produção de hexanoato. Daniele e Gláucia Pastore já festejam os bons resultados e acabam de entrar com um pedido de patentejunto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi)para proteger o processo de obtenção de aroma. Não havia pesquisa semelhante empregando-se o hexanoato de etila. Falta agora, de acordo com a química de alimentos, se debruçar mais sobre a área de purificação e de ampliação de escala, quiçá usando o microrganismo liofilizado, que aceleraria o processo, já que eliminaria a etapa de pré-inóculo. Esse estudo tem a seu favor o fato de ser conduzido num país de base agrícola, com uma grande carga de resíduo agroindustrial capaz de poluir muito o meio ambiente. “Com a nossa pesquisa, abrimos um leque para futuras investigações com vistas a ampliar os seus usos e diminuir o impacto ambiental, no momento em que estamos reduzindo a carga orgânica dos compostos que estão sendo utilizados pelos microrganismos, além de agregar valor aos resíduos”, realça Daniele. Na opinião de Gláucia Pastore, a sua orientada deu uma clara demonstração de que é factível aplicar conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico na produção de compostos de importante valor agregado. Além de serem valiosos para a saúde e bem-estar da população, através da agroindústria de alimentos, geram subprodutos que seriam mal aproveitadoscomo substâncias ou produtos de baixo valor, descartados inadequadamente em termos de segurança ambiental. “A aplicação da C&T como foi feita nesse trabalho, com a produção de aromas naturais a partir de substratos, mostrou-se altamente estimulante.” Dia a dia Há algumas décadas, o Laboratório de Bioaromas e Compostos Bioativos da FEA vem se dedicando aos subprodutos da agroindústria brasileira: de cana-de-açúcar, de café, de soja e de cerveja, entre outros. A resposta disso é simples. Existe mundialmente uma preocupação com a biomassa, o quanto dela poderá ser transformado ou biotransformado. “O Brasil, nesse quesito, tem uma série de substratos muito destacados dentro das diversas cadeias alimentares, contudo sem aplicação nobre. Utilizam-se subprodutos como ração ou para geração de energia”, ensina Gláucia Pastore. Ocorre que este material tem potencial de trazer um valor agregado muito alto. São subprodutos para a indústria farmacêutica, aditivos para a indústria de alimentos ou substratos para serem transformados via biotecnologia. “Então o mundo se depara hoje com isso, e o nosso país começa a pensar nesta direção. A ideia foi localizar esses subprodutos para ver o que gerariam como valor agregado elevado e quais poderiam ser transformados em aromas”, relata a docente. Conforme ela, têm sido testados vários subprodutos. Da cadeia do trigo, pesquisaram-se o farelo de trigo e o farelo de arroz. Prosseguiu-se testando, trabalho que envolveu a inoculação de microrganismos, potenciais produtores de aroma de fruta. O próximo passo foi observar o que ia acontecendo. Chegou-se a um substrato muito mal aproveitado e que sequer se desconfiava disso. “Como já estava disponível e tinha uma alta carga de açúcar e proteína, notava-se que era totalmente desperdiçado. Era um resíduo da indústria da cerveja, aquela cevada transformada que seria praticamente jogada ou empregada na alimentação do gado”, descreve. Daniele investigou os resíduos, avaliando a sua viabilidade. Aproveitou para verificar o que continham e foram inoculados alguns microrganismos produtores de aroma. O resultado foi muito bom: conseguiu-se a produção de aromas via biotecnológicaos aromas naturais de morango e de abacaxi, sem ter morango e sem ter abacaxi. O trabalho foi efetuado dentro da linha de pesquisa “Obtenção de ingredientes em compostos bioativos de produtos oriundos de subprodutos da agroindústria brasileira”, dirigida por Gláucia Pastore. Surgiram inclusive as primeiras conversas com as indústrias de aromas e de leite, que pretendem conceber produtos aromatizados naturalmente. Especula-se o seu emprego em iogurtes e leites fermentados. “Pretendemos também auxiliar a indústria de ração, já que o cheiro de seus produtos é um item a ser reconsiderado, por não ser nada agradável”, comenta a orientadora. Como a produção de aroma frutal por microrganismos é considerada natural pela legislação, este apelo vem bem ao encontro da crescente demanda por produtos mais saudáveis. Publicação Tese: “Produção de aroma frutal por linhagens de Neurospora sp. em meios sintéticos e resíduos agroindustriais” Autora: Daniele Souza de Carvalho Orientadora: Gláucia Maria Pastore Unidade: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) Financiamento: Capes
LINK:http://biologias.com/noticias/1112/Biotecnologia-produz-aromas-de-frutas-a-partir-de-residuos
COMENTÁRIO:Muito interessante que tenhan conseguido produzir algo assim, a partir de residuos( algo que é indesejado).

Amazônia e Cataratas do Iguaçu são escolhidas entre as Sete Maravilhas Naturais do Mundo


 Brasília – O site New 7 Wonders divulgou hoje o resultado da votação que elegeu as Sete Novas Maravilhas Naturais do mundo, e entre elas, estão a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. De acordo com os organizadores, o resultado ainda não é definitivo porque agora os votos serão verificados, validados e depois passarão por uma auditoria. Os outros locais eleitos são a Baía Halong, no Vietnã; a Ilha Jeju, na Coreia do Sul; a Ilha Komodo, na Indonésia; o Rio Subterrâneo de Porto Princesa, nas Filipinas; e a Montanha da Mesa, na África do Sul. Os locais foram anunciados em ordem alfabética e não por ordem de votação. O concurso recebeu cerca de 1 bilhão de votos. Inicialmente, foram inscritos 440 locais de mais de 220 países, filtrados em 28 finalistas, depois a 14, e finalmente aos sete vencedores. A organização ressalta que pode haver alguma mudança nos países eleitos com a recontagem de votos. As Cataratas do Iguaçu, com seus 275 saltos ao longo do rio, é considerada a maior cortina de água do mundo e teve candidatura binacional franqueada pelo Brasil e pela Argentina. A linha fronteiriça entre os dois países passa pela Garganta do Diabo – o maior de seus saltos. A Amazônia ocupa cerca de 5,5 milhões de quilômetros quadrados que se espalham por nove países. O Brasil tem cerca de 60% da floresta, e o resto está dividido entre o Peru, Equador, Suriname, a Colômbia, Venezuela, Bolívia, Guiana e Guiana Francesa. De acordo com a coordenadora-geral de Regionalização do Ministério do Turismo, Ana Clévia Guerreiro, essa conquista vem somar ao momento positivo de exposição mundial que o país vive com a chegada da Copa do Mundo e das Olimpíadas. “Isso dá visibilidade para o Brasil, e não é só o turismo que se beneficia, mas todas as atividades econômicas que envolvem as belezas naturais”. Ela também ressaltou que a premiação beneficiará o turismo de todo o país, e não só dos locais escolhidos. “Quando a pessoa vem ao Brasil, ela tem um tempo de permanência maior e deseja aproveitar ao máximo para conhecer o que pode do país. Ela faz um roteiro misto onde tem algo principal que motivou a viagem dela e depois aproveita para conhecer outras coisas”.
LINK:http://biologias.com/noticias/1109/Amazonia-e-Cataratas-do-Iguacu-sao-escolhidas-entre-as-Sete-Maravilhas-Naturais-do-Mundo
COMENTÁRIO: Muito interessante saber que as paisagens do Brasil são reconhecidas pelo mundo.

Novas síndromes genéticas


Agência FAPESP – Nos últimos 14 anos, um novo grupo de doenças hereditárias raras começou a ser identificado em diferentes partes do mundo. São causadas por deficiências genéticas da imunidade inata e, se não forem diagnosticadas precocemente e tratadas de forma adequada, podem levar a complicações graves de saúde. Para estudar a prevalência e melhorar a capacidade de diagnóstico no Brasil dessas novas doenças, chamadas síndromes autoinflamatórias hereditárias, um grupo de pesquisadores de diferentes instituições no país e nos Estados Unidos realizou, nos últimos três anos, um estudo de abrangência nacional. Os resultados da pesquisa serão apresentados no Encontro Científico Anual do Colégio Americano de Reumatologia (ACR, na sigla em inglês), que ocorre até 9 de novembro em Chicago, nos Estados Unidos. Realizado com apoio da FAPESP e das sociedades brasileiras de Pediatria e Reumatologia, o projeto teve a participação de pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas, do Estado do Rio de Janeiro, das federais de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco e do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), nos Estados Unidos. Por meio da pesquisa foram identificados 103 pacientes no Brasil, entre adultos e crianças, com suspeita clínica de serem portadores de uma das cinco síndromes inflamatórias mais prevalentes no mundo: febre familiar do Mediterrâneo; criopirinopatias; artrite granulomatosa pediátrica; hiperimunoglobulinemia D ou deficiência de mevalatoquinase; e síndrome periódica associada ao receptor do fator de necrose tumoral. Entre esses 103 pacientes, os pesquisadores identificaram e sequenciaram os genes relacionados a essas cinco síndromes em cerca de um terço deles. “Como essas síndromes são muito parecidas – os sintomas são iguais e também podem existir outras novas doenças semelhantes a elas – não foram identificados e sequenciados os genes das doenças apresentadas por cerca de dois terços dos pacientes”, disse Clovis Artur Almeida da Silva, professor da USP e coordenador do projeto, à Agência FAPESP. O objetivo agora é dar continuidade à identificação e ao sequenciamento genético desses pacientes, de modo a aprimorar a capacidade de diagnóstico dessas doenças, para as quais estão surgindo novos tratamentos. “Ainda não temos condições de avaliar todos os pacientes portadores dessas doenças, cujo tratamento é específico para cada uma delas”, afirmou. Caracterizadas por febre periódica e sintomas inflamatórios sistêmicos recorrentes, como artrite, dores abdominais, manchas na pele e inflamações oculares e do sistema nervoso central, entre outras, essas doenças estão sendo diagnosticadas em todo o mundo. Entretanto, já se sabe que afetam, principalmente, populações do Mediterrâneo, como turcos, armênios, judeus sefarditas (originários de países ibéricos) e árabes, devido à consanguinidade. “São muito comuns os casamentos entre parentes nessas populações. Como essas doenças são hereditárias e têm heranças distintas, elas acabam acometendo um maior número de pessoas nessas regiões geográficas”, explicou Silva. Em algumas dessas regiões, a prevalência de casos das doenças varia de 1 para 200 a de 1 para 1.000 pessoas. DIRA No Brasil, ainda não se sabe exatamente qual a prevalência. “Apresentamos os resultados da pesquisa inicial no Congresso Brasileiro de Reumatologia Pediátrica, que ocorreu no início de outubro em Salvador, e diversos pesquisadores têm nos enviado e-mails relatando que têm pacientes com sintomas parecidos com os dessas doenças. À medida que elas forem mais divulgadas no Brasil, surgirão outros novos casos”, disse. Para identificar casos das doenças no Brasil, foram coletadas amostras de soro sanguíneo de casos clínicos, com maior predominância da região Sudeste e a ausência da região Norte, onde não foi registrado nenhum paciente portador dessas doenças. Entre os casos clínicos levantados, foram identificados os de duas crianças que apresentavam inflamações cutâneas, como psoríase e manchas na pele, e osteomielite não infecciosa. Os pesquisadores estimavam que as crianças eram portadoras de uma síndrome inflamatória já identificada. Ao enviar os genes delas para serem sequenciados por outro pesquisador no Qatar, nos Emirados Árabes, o grupo brasileiro descobriu uma nova síndrome na população brasileira, batizada de DIRA. A descoberta será publicada em uma das próximas edições da revista Arthritis & Rheumatism, do Colégio Americano de Reumatologia.
LINK:http://biologias.com/noticias/1107/Novas-sindromes-geneticas
COMENTÁRIO: Embora não seja agradavel saber sobre doenças, espero que isso ajude a encontrar uma cura para elas.

Cientistas extraem proteína humana do arroz


 Descoberta pode responder à crescente procura mundial de albumina Uma equipe de investigadores chineses anunciou hoje que conseguiu extrair albumina a partir de arroz geneticamente modificado, avança a LUSA. A descoberta foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Em medicina, esta proteína humana do sangue serve para tratar queimaduras e doenças do fígado. A China é um dos países mais afetados pela carência de albumina. Atualmente, a proteína apenas é extraída através de dádivas de sangue. Mas com esta investigação abre-se uma via para a produção de albumina humana sintética, o que poderá responder à procura mundial da proteína que ronda as 500 toneladas ao ano, segundo a agência AFP. Para refazer a proteína, os cientistas manipularam geneticamente grãos de arroz para produzir quantidades elevadas de albumina. Conseguiram depois separar a proteína do resto do grão, o que lhes permitiu extrair 2,75 gramas de albumina por quilo de arroz. A proteína sintética foi posteriormente usada para tratar ratinhos com cirrose. Os resultados da experiência com roedores, sobre os quais não se conhecem pormenores, foram bastante similares aos obtidos em humanos, de acordo com a AFP. Para os autores da investigação, a albumina extraída geneticamente do arroz é “física e quimicamente equivalente à albumina humana”. A sua produção a grande escala “pode ajudar a responder à procura mundial crescente de albumina humana”, defendem.
LINK:http://biologias.com/noticias/1104/Cientistas-extraem-proteina-humana-do-arroz
COMENTÁRIO:Muito interessante, espero que isso ajude o ser humano de alguma maneira.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Há outra forma de estudar DNA, RNA e proteínas


 Equipe que cria novo método envolve investigadores da Universidade do Porto Agostinho Antunes e Guillermin Aguero-Chapin, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, Universidade do Porto, desenvolveram com uma equipe de oito cientistas internacionais uma nova metodologia para o estudo de Biopolímeros. O estudo de Biopolímeros é importante para “poder estudar genes e proteínas que apresentem uma elevada divergência sequencial e incluir na análise simultaneamente a informação da sequência e estrutura dos genes”, explica Agostinho Antunes ao Ciência Hoje. Os métodos clássicos de alinhamento de sequências de nucleótidos e aminoácidos são "pouco efectivos" para o estudo de genes e proteínas que apresentem uma elevada divergência sequencial. Esse é o caso, por exemplo, da classe de genes ITS2 (internal transcribed spacer 2) nos seres vivos com células eucarióticas, ou seja, com um núcleo celular rodeado por uma membrana (DNA compartimentado e consequentemente separado do citoplasma). Na investigação, publicada recentemente na revista internacional Plos One, foi desenvolvida uma metodologia baseada em índices topológicos que sintetizaram a informação da sequência e estrutura dos genes ITS2. Esta nova metodologia “pode ser aplicada em estudos de genes/proteínas envolvidos em doenças genéticas, estudo de genes/proteínas de agentes infecciosos ou de organismos produtores de compostos bioactivos” e vai permitir a “utilização de informação sequencial e estrutural de biopolímeros em simultâneo”, afirma o geneticista. Na prática, “pode ser facilmente aplicada através de um software desenvolvido por nós e de livre acesso”, acrescenta.
LINK:http://biologias.com/noticias/1101/Ha-outra-forma-de-estudar-DNA-RNA-e-proteinas
COMENTÁRIO: Muito interessante ver que há muitas maneiras diferentes de se aprender sobre algo.

Lei para proteger florestas não é exclusividade brasileira, mostra estudo


Brasília - Em meio ao acirramento do debate sobre mudanças no Código Florestal, desta vez no Senado, ambientalistas se mobilizam para derrubar um dos argumentos mais usados pelos ruralistas para justificar as flexibilizações na lei: o de que a proteção de florestas é uma anomalia brasileira e que outros países já não estão empenhados na conservação da cobertura vegetal. Pesquisadores do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do ProForest, ligado à Universidade de Oxford, selecionaram 11 países para mostrar que a legislação florestal também é exigente em outras nações e que os proprietários de terras com floresta estão sujeitos a regras rígidas de conservação. “Boa parte dos mantras ruralistas se mostrou completa falácia. Faltava desmistificar a ideia de que o Código Florestal é uma jabuticaba, que só existe no Brasil”, comparou o diretor da Campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adário, em referência a um comentário da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Ela disse que a legislação florestal criteriosa é uma exclusividade brasileira, como a frutinha nativa da Mata Atlântica. O estudo traz informações sobre o percentual de cobertura florestal na Alemanha, China, nos Estados Unidos, na França, Holanda, Índia, Indonésia, no Japão, na Polônia, no Reino Unido e na Suécia. Com exceção da Indonésia, onde até o ano passado as florestas públicas eram designadas como áreas de conversão para a agricultura, todos os países da lista registram manutenção ou aumento da cobertura vegetal entre 1950 e 2010, o que significa que houve esforços e investimentos para frear as derrubadas e recompor as áreas desmatadas. “A perda de floresta é uma exceção. A regra hoje é manter e recuperar a cobertura vegetal”, avaliou o pesquisador sênior do Imazon, Adalberto Veríssimo, um dos coordenadores do estudo. Na França, por exemplo, as florestas cobriam 21% do território do país em 1950 e em 2010 o percentual alcançou 29%. A conversão de qualquer área de mais de 4 hectares de floresta no país requer permissão do governo e só é concedida por razões ambientais. Os pesquisadores também apontam casos em que o custo político ou econômico de manter a floresta é muito alto, como no Japão, em que a população vive quase confinada em pequenos territórios, mas não há expansão de cidades sobre áreas florestais. O país tem atualmente 69% de cobertura vegetal, e a lei japonesa não permite conversão da floresta, exceto em circunstâncias excepcionais. Segundo Veríssimo, a trajetória do desmatamento nos países avaliados segue um padrão: as florestas são derrubadas até um ponto de estabilização da cobertura vegetal e, em seguida, começa um processo de recuperação, à medida que eles se desenvolvem. Para o pesquisador, o atual estágio de cobertura vegetal do Brasil, que tem 56% do território com florestas – nativas ou plantadas – , já pode ser considerado o “fundo do poço”, o ponto que determina a mudança de trajetória rumo à recuperação. “O Brasil está indo ladeira abaixo. E a atual discussão do Código Florestal caminha no sentido de permitir que o país continue nesse sentido. Se o ritmo for mantido, vamos chegar em 2020 com menos de 50% de florestas”, calculou. Para os autores do estudo, a flexibilização do Código Florestal, como quer parte do setor agrícola representado pela bancada ruralista, poderá colocar o Brasil na contramão da tendência de retomada das florestas e pôr em risco compromissos internacionais assumidos pelo país, como a redução de emissões de gases de efeito estufa em até 38,9% até 2020. “O Brasil não fechará essa conta se não decidir o que quer fazer com as florestas. E manutenção de floresta é sempre uma opção política”, ponderou Veríssimo. O declínio na proteção de áreas de Preservação Permanente (APPs) e a redução dos percentuais de reserva legal, como defendem os ruralistas, também acarretariam prejuízos econômicos, segundo Adário, do Greenpeace. “A aprovação de um código permissivo pode prejudicar o Brasil no mercado internacional. O mundo de hoje não é o mundo pré-industrial. As decisões têm implicações globais. A proteção das florestas é também uma proteção de mercado”, comparou.
LINK:http://biologias.com/noticias/1080/Lei-para-proteger-florestas-nao-e-exclusividade-brasileira-mostra-estudo
COMENTÁRIO: Muito interessante saber que cada vez mais está sendo demonstrada preocupação com o meio meio ambiente.

Águia-pesqueira volta a sobrevoar céu português

Projecto da CIBIO e do ICNB reintroduz espécie extinta em Portugal desde 2002 Em 2002 a águia-pesqueira (Pandion haliaetus) extinguiu-se como reprodutora em território português. Passados quase dez anos do seu desaparecimento, a CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos e ICNB – Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade juntam esforços para reintroduzir a ave em Portugal. O local escolhido é o Alqueva. No passado mês de Julho chegaram as primeiras dez águias, metade vindas da Suécia e a outra metade da Finlândia. A EDP é instituição financiadora dos primeiros cinco anos do projeto. Foram também estabelecidas parcerias com a Sociedade Alentejana de Investimento e Promoção, proprietária do terreno onde se situa a base do projecto, com a TAP e com a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva. Na primeira fase do projecto, as aves permaneceram instaladas em gaiolas, sendo monitorizadas à distância de forma a preservarem o seu comportamento natural. Em Agosto foram libertadas na barragem do Alqueva. Está já em curso a colocação de ninhos artificiais nas ilhas da albufeira do rio. Pretende-se assim criar condições para a nidificação das aves libertadas naquela região após dois anos passados nas áreas de dispersão, geralmente na África Ocidental (Senegâmbia, Guiné-Bissau). Segunda tentativa Esta é a segunda tentativa de resgatar esta ave. Já em 1999, perante a eminente extinção espécie em Portugal, foi elaborado um projecto de recuperação que previa a transferência de jovens aves de outras populações e sua libertação neste território. O projecto contou com o apoio de especialistas de todo o mundo e chegaram a ser visitados países com potenciais populações dadoras – Córsega, Escócia, Cabo Verde – e restaurado um edifício situado na Torre de Aspa, no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, para servir de base. Estas ações foram suportadas financeiramente pelo então ICN – Instituto para a Conservação da Natureza. Apesar do extenso trabalho desenvolvido, o projecto acabou por não ter seguimento por lhe ter sido retirado o apoio institucional do Estado.
LINK:http://biologias.com/noticias/1082/Aguia-pesqueira-volta-a-sobrevoar-ceu-portugues
COMENTÁRIO:Muito interessante ver que essa espécie que antes extinta nessa região, está de volta.

10 espécies cuja população diminui porque a nossa aumenta


Um levantamento feito pelas Nações Unidas garante: antes do final desse ano, a população de seres humanos no planeta deve atingir a marca de 7 bilhões. Enquanto esse número ainda segue crescente, há certos habitantes do planeta fazendo o caminho contrário: a população de animais está decrescendo a níveis alarmantes. O século XXI apresenta um novo panorama relacionado à extinção. Se os índices atuais forem mantidos, os cientistas calculam que 75% das espécies de hoje devem ser totalmente erradicadas do planeta nos próximos 300 a 2.000 anos. Conheça dez exemplos em que a diminuição populacional, e não o aumento, deve ameaçar a existência em um futuro perigosamente próximo. 10 – FURÃO DE PÉS NEGROS Um mapa dos Estados Unidos que mostra as áreas onde vive esse pequeno mamífero norte-americano também mostra uma triste figura. As “manchas” de habitat do furão de pés negros (Mustela nigripes) praticamente sumiram. A trágica história desse mamífero começou nos anos 90, quando agricultores dos EUA se envolveram em um esforço nacional para combater o “cão de pradaria”, roedor que estraga plantações. Isso foi um golpe duro à população de furões, que têm uma dieta 90% composta de cães de pradaria, e cujo habitat (campos de mata rasteira) foi reduzido a apenas 2% da área original. Em 1986, um levantamento americano apontou um número desesperador: havia apenas 18 furões espalhados pelo país inteiro. Desde então, um programa ambiental elevou essa população acima de mil, mas a espécie segue ameaçada. 9 – PEIXE-GATO-GIGANTE O Rio Mekong, décimo mais volumoso do mundo, nasce em campos da província chinesa do Tibet e cruza seis países do sudeste asiático por 1.535 quilômetros. Em suas águas, está escondido um drama: a quase extinção do Pangasianodon gigas, nome científico para um peixe que chega a atingir três metros de comprimento e mais de 270 quilos. Na última década, 90% da população original do peixe-gato-gigante simplesmente sumiram do mapa, de modo que restaram cerca de 300 indivíduos no planeta. A própria distribuição do peixe pelo rio dá uma noção do problema: antigamente, eles apareciam por toda a extensão do rio asiático. Agora, ocupam menos da metade desse espaço. 8 – VAQUITA Você já falar da vaquita? Não se trata de um mamífero terrestre, como talvez você tenha imaginado, mas de uma espécie de boto. Notória pelo pequeno espaço no mundo que habita (apenas alguns quilômetros quadrados no Golfo da Califórnia, no México), a Phocoena sinusis é um dos animais aquáticos mais ameaçados do mundo. Tal como várias espécies marinhas, a maior ameaça à vaquita eram as redes de pesca predatória, até recentemente. Em 2000, um levantamento do governo mexicano constatou que as redes de pesca matavam de 39 a 84 indivíduos da já reduzida espécie a cada ano. Diante do índice, o governo reduziu o número de redes em 80%, o que amenizou a situação. Mesmo assim, a poluição do mar segue como fator predominante para manter as vaquitas sob ameaça. 7 – LIBÉLULA ESMERALDA Certos animais sob risco de extinção comovem a opinião pública, mas os insetos raramente se encaixam neste perfil. O panorama para eles, no entanto, é igualmente crítico: algumas espécies devem desaparecer da face da Terra em breve. Um inseto americano, a libélula esmeralda (Somatochlora hineana), apresenta um dos piores índices. No caso de insetos, em geral, o que contribui para a destruição é a erradicação de ambientes úmidos próprios para o desenvolvimento das espécies. Quando há diminuição da área, a redução populacional é uma consequência direta. 6 – SALAMANDRA OZARK Se você observar uma foto desse animal, já pode imaginar que é uma espécie exótica. A salamandra Ozark (Cryptobranchus alleganensis), que habita a América do Norte, apareceu apenas recentemente na lista de espécies em extinção. Há menos de 600 indivíduos atualmente, já que a população foi reduzida em 75% nas últimas décadas. As principais ameaças à salamandra Ozark, que habita rios de alguns estados dos EUA, são não apenas a redução do ambiente em si, mas da qualidade dele. No caso, o fator mais prejudicial é a poluição da água. 5 – GAVIAL O nome científico, Gavialis gangeticus, já dá uma ideia de onde este animal semelhante ao crocodilo habita: entre outros lugares, as águas do Rio Ganges, na Índia. Atualmente, no entanto, os cientistas poderiam trocar o nome científico do gavial, porque ele foi erradicado da Índia e de outros quatro países. Restam apenas cerca de 1.500 indivíduos da espécie. A situação já era preocupante nos anos 90, quando a outrora grande população do gavial já estava abaixo dos dez mil. 98% dos lugares onde ele vivia não são mais aptos para sua sobrevivência. 4 – GIBÃO DE CRISTA NEGRA DE HAINAN Vamos pelo princípio: você já viu um gibão? É um primata semelhante ao macaco. Há várias espécies, mas uma delas, em especial, está sob grave risco. É o Nomascus hainanus, que habita apenas a ilha de Hainan, na China. Como estão restritos à ilha, é fácil fazer um levantamento populacional. E o número foi alarmante: antes de 1960, havia mais de 2.000 desses primatas, e hoje não há mais de treze indivíduos pela ilha inteira. No caso deles, a indústria primária foi o problema: com produção de borracha nas áreas rasteiras, os gibãos tiveram que migrar para o alto das árvores, onde a oferta de alimentos é menor. 3 – ‘AKIKIKI A pequena ilha de Kaua’i, no Havaí, guarda um problema relacionado a uma classe animal ainda não tratada nesta lista: as aves. O pequeno pássaro ‘Akikiki habita exclusivamente a ilha, onde há menos de 1.500 indivíduos atualmente. O problema das aves no Havaí é crítico: das 71 espécies catalogadas na região em 1778, 26 já deixaram de existir completamente, e outras 32 estão em situação semelhante à do ‘Akikiki. O modo como as espécies sumiram também é inusitado: alguns pássaros morreram em massa por contaminação de doenças passadas por insetos. 2 – DYSPIS BREVICAULLIS Se você acompanha o problema de extinção não apenas nos animais, mas também em plantas, há também algo importante a se destacar. Uma espécie vegetal curiosa, que é uma pequena árvore cujas folhas parecem nascer do chão, tem sua população sensivelmente reduzida. Atualmente, é encontrada em apenas três pequenas regiões da ilha de Madagascar. A agricultura, nesse caso, é um fator que tem dizimado a espécie, não apenas pela redução de áreas nativas, mas por certos produtos químicos usados no solo. 1 – CORAL CHIFRE-DE-ALCE Voltamos aos animais, mas essa espécie também não está entre as mais lembradas. Os recifes de Coral do Caribe, de forma geral, são “sustentados” pela espécie chifre-de-alce (Acropora Palmata), que sempre marcou presença constante na região. Com o nome dado em alusão aos seu formato, essa espécie era abundante até a década de 80. Desde então, a população foi reduzida em trágicos 95%, especialmente devido à uma doença altamente contagiosa no ambiente. Life'sLittleMysteries
LINK:http://biologias.com/noticias/1092/10-especies-cuja-populacao-diminui-porque-a-nossa-aumenta
COMENTÁRIO:Muito ruim saber que o crescimento da nossa espécie acaba pondo um fim ao de outras

Descobertas novas jazidas de dinossauros


Potencial de património paleontológico por explorar em Torres de Vedras Três novas jazidas de dinossauros de dimensões significativas foram descobertas em Torres Vedras, vindo assim a comprovar o potencial de património paleontológico por explorar naquele concelho, anunciaram hoje os investigadores da Associação Leonel Trindade. Bruno Silva, investigador e presidente da Associação Leonel Trindade de Torres Vedras, responsável pelos trabalhos de campo, afirmou que as prospecções realizadas "resultaram na descoberta de três novas jazidas com dinossauros, trilhos com pegadas de dinossauros e também de tartarugas e répteis voadores". "Há um grande potencial de património paleontológico diversificado por explorar no concelho" tendo em conta os achados de dinossauros, tartarugas, crocodilos e répteis voadores descobertos, disse o investigador. A extensão das jazidas leva os cientistas a falarem na hipótese de criação de um futuro museu ao vivo. Na campanha paleontológica, que decorreu entre os dias 10 e 30 de Setembro, foram também escavados na localidade de Cambelas achados, sobretudo vértebras e o fémur, de um dinossauro saurópode e outros ossos pertencentes a outros dinossauros de menor porte. Segundo os investigadores, "os restos destes animais terão sido enterrados num leito de um rio e sido depois deslocalizados possivelmente por uma grande cheia". Os investigadores da associação têm vindo a trabalhar também na conservação, classificação e inventariação de fósseis sobretudo de dinossauros, reunidos numa colecção de um particular do concelho, José Joaquim dos Santos, adquirida em 2009 pela câmara municipal que veio a assinar um protocolo de parceria com a associação. José Joaquim dos Santos, um carpinteiro da localidade de Casalinhos de Alfaiata passou vinte anos da sua vida a recolher nos seus tempos livres achados de dinossauros nas arribas e outros locais da região e há dois anos decidiu vendê-los ao município para vir a expô-los num futuro museu temático. Do espólio destacam-se um fémur de um dinossauro saurópode e várias vértebras dorsais, caudais e servicais, parte da cintura pélvica e dois dentes de um mesmo dinossauro juvenil que os cientistas presumem ser um terópode carnívoro da espécie "tyranosauroide". A colecção, composta por mais de um milhar de vértebras e setecentos dentes pertencentes não só a dinossauros, contém também fósseis de tartarugas, crocodilos, peixes e até tubarões.
LINK:http://biologias.com/noticias/1079/Descobertas-novas-jazidas-de-dinossauros
COMENTÁRIO:Muito interessante saber um pouco mais sobre os dinossauros.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Transmissão de dados orgânica


Agência FAPESP – Dispositivos elétricos e eletrônicos, de uma lâmpada a um tablet, enviam informações por meio de elétrons. Por outro lado, o corpo humano e demais organismos enviam sinais e recebem impulsos para realizar tarefas por meio de íons e prótons. Um grupo de cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e da Universidade de Waterloo, no Canadá, desenvolveu um transistor que usa prótons no lugar de elétrons, abrindo a possibilidade de fabricação de dispositivos que possam se comunicar diretamente com seres vivos. O estudo será publicado esta semana na revista Nature Communications. Diversos grupos de pesquisa no mundo estudam o desenvolvimento desse tipo de tecnologia, que poderá ser empregado em próteses ou em sensores biológicos, mas as pesquisas estão voltadas para a comunicação eletrônica, com partículas carregadas negativamente, e não positivamente ou neutras, como prótons e íons. “O desafio está na interface: como fazer com que um sinal eletrônico seja traduzido em um sinal iônico e vice-versa?”, disse Marco Rolandi, professor de ciência dos materiais e engenharia da Universidade de Washington e primeiro autor do artigo. “Nós encontramos um biomaterial que é muito bom na condução de prótons e permite o potencial de interagir com sistemas vivos”, afirmou. No corpo humano, prótons atuam junto a espécies de interruptores – ligando ou desligando-os – que são fundamentais para a transferência biológica de energia. Íons abrem e fecham canais na membrana celular para impulsionar coisas para dentro e para fora das células. Animais, como o homem, usam íons para, por exemplo, flexionar seus músculos ou na transmissão de sinais cerebrais. Uma máquina que seja compatível com um sistema vivo poderia monitorar tais processos. Em teoria, isso poderia levar à geração de correntes de prótons para controlar diretamente determinadas funções. Um primeiro passo rumo a esse tipo de controle é o transistor apresentado no novo estudo, capaz de enviar correntes de prótons. O protótipo é um transistor de efeito de campo, um tipo que inclui três terminais – porta, fonte e dreno – para a corrente. O protótipo é o primeiro desses transistores a usar prótons. Ele é bem mais fino que um fio de cabelo, medindo apenas 5 micrômetros de espessura – 1 micrômetro é a milionésima parte de 1 metro. O transistor foi feito com o uso de quitosana, polissacarídeo derivado do exoesqueleto de crustáceos. A quitosana absorve água e forma muitas ligações de hidrogênio, permitindo que os prótons pulem de uma ligação para outra. O protótipo também leva silício, o que o torna incompatível com o uso no corpo humano, mas os pesquisadores pretendem desenvolver versões com outros materiais, que possam ser implantadas sem problemas de rejeição ou dano físico. O artigo A polysaccharide bioprotonic field-effect transistor (doi:10.1038/ncomms1489), de Chao Zhong e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Communications em http://www.nature.com/naturecommunications.
LINK:http://biologias.com/noticias/1069/Transmissao-de-dados-organica
COMENTÁRIO:Muito interessante, espero que realment consigam criar essa tecnologia.

Raiz do problema da biodiversidade


agência FAPESP – Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical, afirma um estudo divulgado no dia 14 no site da Nature e que será publicado em breve na edição impressa da revista. O trabalho – uma matanálise de 138 estudos anteriores – destaca que a maior parte das formas de degradação florestal tem um efeito prejudicial enorme na biodiversidade tropical. Segundo o novo estudo, as florestas secundárias não são capazes de ocupar a lacuna deixada pelas antigas, que são fundamentais para a permanência de muitas espécies. Florestas tropicais com pouca ou nenhuma intervenção humana estão diminuindo devido à conversão e degradação de atividades antrópicas e, em muitas regiões, têm sido substituídas por plantações, pastos ou florestas secundárias. Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, e colegas analisaram os diversos efeitos do uso da terra e da degradação local na biodiversidade de florestas tropicais. Um dos autores do estudo é Thomas Lovejoy, do John Heinz III Center for Science, Economics and Environment, nos Estados Unidos, e pesquisador associado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Os autores verificaram que a dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos analisados, tipo de intervenção humana no local e da medida utilizada para calcular a própria perda. “Alguns cientistas têm afirmado que as florestas tropicais degradadas são capazes de manter níveis elevados de biodiversidade, mas nosso estudo demonstra que isso raramente ocorre”, disse Gibson. “Não há substituto para as florestas primárias. Todas as principais formas de intervenção [humana] invariavelmente reduzem a biodiversidade em florestas tropicais”, disse o pesquisador. Segundo ele, a proteção das florestas primárias deve ser uma das prioridades da conservação mundial. O artigo Primary forests are irreplaceable for sustaining tropical biodiversity (doi:10.1038/nature10425), de Luke Gibson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com.

LINK:http://biologias.com/noticias/1064/Raiz-do-problema-da-biodiversidade
COMENTÁRIO:É muito interessante saber a coisa do problema, seria melhor se for encontrada uma solução ou um meio de diminuir o problema.

57º Congresso Brasileiro de Genética reuniu os maiores pesquisadores do Brasil e do Mundo


Homenagem às personalidades históricas da Genética e foco no futuro das pesquisas O 57º Congresso Brasileiro de Genética reuniu cerca de 2 mil participantes do Brasil e do exterior entre inscritos e convidados, para debater todo o conhecimento já desenvolvido no setor e os próximos desafios. A área de Genética é ampla e foi importante para o sucesso do evento ter representantes de cada uma das suas subdivisões. Resultados importantes foram obtidos a partir dos debates sobre a diversidade genética dos animais, a evolução, bioinformática, efeitos de transposição do genoma humano ou bacteriano, o mecanismo do envelhecimento, inativação do cromossomo X, desenvolvimento e uso de plantas transgênicas, novas abordagens de produção de vacinas, produção de células-tronco, entre outros. A participação de grandes nomes da história das pesquisas em Genética, como os geneticistas Werner Arber e Willy Beçak, reforçou o compromisso do evento em celebrar a evolução científica. “O congresso foi amplo e de excelente nível científico, sempre propiciando a discussão de temas de fronteira na ciência”, comemorou o Prof. Carlos Menck, presidente da Sociedade Brasileira de Genética (SBG). O pesquisador Willy Beçak emocionou os congressistas contando como a sua história de liderança científica mudou o modo de fazer pesquisa no Brasil. Já o geneticista suíço Werner Arber deu um grande exemplo de como uma pessoa pode se transformar no ganhador da maior premiação científica, o Prêmio Nobel de Medicina, e ainda ser humilde e curioso. O Congresso contribuiu para reforçar o debate sobre a ciência e reafirmar a pesquisa brasileira como foco internacional. De acordo com o geneticista, “é importante mostrar que podemos fazer bons trabalhos e melhorar cada vez mais o nível científico”. Este assunto foi debatido em um simpósio que contou com a participação de Helena Nader, presidente do SBPC; Glaucius Oliva, do CNPq; Jorge Guimarães, da CAPES e Carlos Brito Cruz, da FAPESP. Neste momento foram levantadas várias dificuldades que impedem o crescimento da qualidade das pesquisas no Brasil. Entre as mais impactantes foram citadas a dificuldade de importação, excesso de tempo despendido para administração e resolução de problemas das instituições, as vantagens e desvantagens dos sistemas de avaliação científica, definidos de acordo com cada agência, entre outros. Estudantes, professores e pesquisadores pelo futuro da Genética Os estudantes tiveram um importante papel durante as atividades. Cerca de dois terços dos participantes eram estudantes de graduação e pós-graduação na área de Ciências Biológicas. “Mesmo com um pouco de dificuldade pelo nível das informações, este é um aprendizado positivo, eles são nossos futuros pesquisadores”, explica Menck. “Parte das atividades foi realizada em inglês, que é o idioma universal de divulgação científica e para esses estudantes é importante já se familiarizarem com os termos e a língua”. Um ponto interessante do evento foi o jantar com os pesquisadores, onde os estudantes tiveram a oportunidade de conversar informalmente com profissionais brasileiros e de outros países, por intermédio da SBG. A formação de novos geneticistas e prática do ensino da disciplina nas escolas foram temas de mesas-redondas, em que cerca de 250 professores e pesquisadores debateram sobre o funcionamento da ciência, como é o processo científico e como a visão do professor sobre a disciplina influencia a sua forma de ensinar. Para Menck, “este evento canalizou a preocupação da SBG com a boa formação dos estudantes a respeito do tema Genética”. Durante o Congresso, os professores da rede estadual de ensino médio participaram de mais uma edição do Projeto Genética na Praça, uma experiência inovadora que visa aproximar o ensino da pesquisa. Foram 91 Professores Coordenadores da Oficina Pedagógica (PCOPs), que não atuam diretamente em sala de aula, mas dão apoio à docência de outros profissionais e disseminarão a iniciativa em outras regiões do Estado de São Paulo, além de mais 300 professores. “A iniciativa rendeu ótimos resultados. Os professores interagiram, criticaram, estabeleceram contatos e trocaram experiências de uma forma muito descontraída. Os estudantes de graduação e pós-graduação também apresentaram trabalhos voltados para a prática do ensino e, mesmo com ainda pouca vivência em sala de aula, obtiveram bom retorno sobre as suas propostas profissionais, com boa desenvoltura”, explica o Prof. Felipe Bandoni de Oliveira. Uma ferramenta de ensino 2.0 Os participantes do evento ainda tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais da mais recente ferramenta de ensino da SBG: O portal Saiba Mais Sobre Biotecnologia. Conteúdo online gratuito para estudantes, professores e quem mais tiver interesse e curiosidade em entender melhor o que é e quais são as aplicações possíveis para a manipulação genética, como a biotecnologia, vegetais transgênicos, animais transgênicos, terapia gênica e células-tronco. Conheça mais sobre genética, terapia gênica e biotecnologia, acesse o Portal Saiba Mais Sobre Biotecnologia A SBG lançou o portal “Saiba Mais Sobre Biotecnologia”, com conteúdo online gratuito para estudantes, professores e quem mais tiver interesse e curiosidade em entender melhor o que é e quais são as aplicações possíveis para a manipulação genética. O portal já nasce como uma importante ferramenta de apoio a estudantes e professores de Ensino Médio, cursinhos, universidades e é dividido em cinco áreas: biotecnologia, vegetais transgênicos, animais transgênicos, terapia gênica e células-tronco. Qualquer um pode se inscrever: basta acessar o site, cadastrar-se e começar a estudar. Acesse: http://saibamaisbiotec.com.br/ Sobre a SBG A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) reúne, desde 1955, geneticistas brasileiros e todas as pessoas interessadas em assuntos relacionados à genética. É filiada à Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência e tem atualmente 1287 associados, entre professores, pesquisadores e profissionais ligados à centros de pesquisa, universidades, fundações e empresas. A entidade publica livros e edita duas revistas, assinadas pela elite da genética brasileira: Genetics and Molecular Biology, publicação científica internacional, e a Genética na Escola, voltada para professores de Ensino Médio e Superior. Visite: http://www.sbg.org.br.
COMENTÁRIO:É muito interessante que um congresso com tantas figuras importantes para a biologia tenha ocorrido no Brasil.

Enciclopédia da Vida quer ser maior catálogo de espécies


Sítio ‘online’ reúne até agora 700 mil páginas de informação Quatro anos após ter começado, a Enciclopédia da Vida (Encyclopedia of Life, sigla EOL) apresenta hoje uma nova e atualizada versão. Esta ambiciosa webpage, que funciona como uma base de dados de espécies, é feita através da colaboração em rede. Apresenta-se agora com um novo design e características que tornam a sua utilização mais simplificada e com a possibilidade de personalização e interacção. Catalogar todas as espécies que existem é um trabalho interminável. A vantagem da Internet é que permite sempre atualizar um catálogo sempre incompleto, mas que se quer cada vez mais rigoroso e sem falhas. O sistema de classificação moderno, proposto pelo biólogo sueco Carlos Lineu, no século XVIII, impôs-se como o sistema mundial. Todas as classificações são compostas por dois termos latinos, o primeiro referindo-se ao gênero e o segundo à espécie, como por exemplo Felis catus, o gato doméstico. Foi o biólogo Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, o primeiro a defender, em 2003, a necessidade de utilizar as novas tecnologias de comunicação para criar um catálogo virtual da vida. A Fundação MacArthur e Fundação P. Sloan Foundation começaram, em 2007, a financiar este projeto, que conta com a colaboração de cientistas de diversas instituições e cidadão de todo o mundo. Quando o projecto se apresentou contava com 30 mil páginas de informação. Agora, ascende às 700 mil, ou seja, uma terça parte de todas as espécies que se conhecem. Não se sabe exatamente quantas espécies existem nem quantas foram já descritas. Nos catálogos atuais existem repetições e lacunas. Ainda assim, estima-se que sejam 1,9 milhões as espécies conhecidas. Entre elas, 1,2 milhões estão catalogadas, enquanto 700 mil, apesar de descritas, não estão catalogadas. As espécies ainda não descobertas podem ser, estimam os especialistas, 8,7 milhões. A associação de 176 provedores de conteúdo que está por trás da EOL.org aspira construir que o sítio atinja mesmo as 1,9 milhões de páginas, uma por cada espécie conhecida. A enciclopédia tem atualmente diversas potencialidades. O usuário consegue facilmente encontrar as espécies que lhe interessam, criar coleções pessoais com fotografias e informação, encontrar e colecionar fotografias, vídeos e sons. Os utilizadores podem também partilhar comentários, conhecimentos e fazer perguntas entre eles.
LINK:http://biologias.com/noticias/1056/Enciclopedia-da-Vida-quer-ser-maior-catalogo-de-especies
COMENTÁRIO: É muito interessante o número de informação quje já contém, e que pretendem aumentar.

Protetor solar em comprimido pode ser possível


Processos genéticos e bioquímicos de corais na base da investigação Uma equipe da universidade King's College, de Londres, visitou a Grande Barreira de Corais da Austrália para desvendar os processos genéticos e bioquímicos de algumas amostras da espécie ameaçada de coral Acropora. Os cientistas esperam utilizar o sistema de defesa natural dos antozoários contra os nocivos raios ultravioleta do Sol (UV) para produzir uma pílula de proteção solar para consumo humano. Antes de criar uma versão em forma de comprimido, o grupo de investigação, liderado por Paul Long, pretende testar uma loção com os mesmos componentes encontrados nestes animais cnidários, copiando o seu código genético. Este será usado para criar os componentes e colocá-los, em laboratório, dentro de bactérias que podem se reproduzir rapidamente, a fim de proporcionar uma produção em grande escala. Há algum tempo que os investigadores sabem que os corais e algumas algas podem proteger-se dos raios ultravioletas UV em climas tropicais, produzindo seus próprios filtros solares, mas, até agora, não sabiam como acontecia. Descobriram que as algas que existem dentro dos corais produzem um componente que pode ser transportado para o coral, que então o transforma em protetor solar. Isto não só os protege dos danos dos raios UV, mas notaram ainda que os peixes que se alimentam do coral também beneficiam dessa protecção. Os investigadores esperam poder desenvolver um comprimido que as pessoas possam tomar para desenvolver uma proteção solar para a pele e os olhos.

LINK:http://biologias.com/noticias/1048/Protetor-solar-em-comprimido-pode-ser-possivel
COMENTÁRIO: É muito interessante dar mais opções para as pessoas se protegerem enquanto pegam sol.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A falta dos grandes predadores


Agência FAPESP – O acentuado declínio nas populações dos grandes predadores não é apenas uma notícia triste para quem admira animais como leões, tigres, lobos e tubarões. De acordo com estudo publicado na revista Science, a perda de espécies no topo da cadeia alimentar pode representar um dos maiores impactos da ação humana nos ecossistemas terrestres. Segundo James Estes, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade da Califórnia, e colegas, a diminuição é muito maior do que se estimava e afeta muitos outros processos ecológicos em um efeito que os cientistas chamam de cascata trófica, no qual a perda no topo da cadeia alimentar impacta enormemente muitas outras espécies de animais e de plantas. Os autores do estudo afirmam que o resultado desse declínio é tão intenso que tem afetado os mais variados aspectos do ecossistema global, como o clima, a perda de hábitats, poluição, sequestro de carbono, espécies invasoras e até mesmo a propagação de doenças. O estudo aponta que a perda desses grandes animais é a força motriz por trás da sexta extinção em massa na história do planeta. “Temos agora evidências extensivas de que os grandes predadores são altamente importantes na função da natureza, dos oceanos mais profundos às montanhas mais altas, dos trópicos ao Ártico”, disse William Ripple, da Universidade Estadual do Oregon, autor do estudo. “De modo geral, o colapso dos ecossistemas atingiu um ponto em que isso não afeta apenas animais como lobos, o desflorestamento, o solo e a água. Esses predadores, em última análise, protegem os homens. Isso não é apenas algo sobre eles, mas sobre nós”, disse. Entre os dados expostos no artigo está o efeito do declínio de lobos no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos. Quando esses animais foram sendo removidos, a população de alces se alterou imediatamente. Mas também mudou o comportamento desse cervídeo, que passou a se alimentar de plantas em locais em que antes não ia porque podia ser atacado por um lobo. Sem os lobos, pequenas árvores da família Salicaceae e gramíneas passaram a crescer menos, o que resultou na queda de alimentos para os castores, com resultante diminuição na população desses últimos. O resultado foi a cascata trófica. Com a reintrodução de lobos no parque, passou a ocorrer a recuperação do ecossistema, com as plantas voltando a crescer mais, assim como as populações de outros animais. Outro destaque do estudo é a redução na população de grandes felinos no Utah, que levou ao aumento na população de cervídeos, à perda na vegetação, à alteração no fluxo de canais de água e ao declínio da biodiversidade. Por muito tempo os grandes predadores foram vistos no topo da pirâmide trófica e sem terem grande influência nas espécies e na estrutura abaixo. Isso, segundo os autores do estudo, é uma compreensão fundamentalmente equivocada da ecologia. Participaram do estudo pesquisadores de 22 instituições de seis países. O artigo Trophic Downgrading of Planet Earth (doi:10.1126/science.1205106), de James Estes e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org.

LINK:http://biologias.com/noticias/1013/A-falta-dos-grandes-predadores

COMENTÁRIO: É muito triste saber que muitos animais estão sendo extintos pelas ações da raça humana, o que causará muitas consequências no planeta. 

Descoberta proteína que impede calvície e cabelos brancos


Wnt é essencial para o crescimento de fios capilares e produção de pigmentos Um estudo inédito com células estaminais de folículos capilares poderá fazer muito feliz para quem sofre de gerascofobia (medo de envelhecer). A investigação norte-americana permitiu a descoberta de uma proteína responsável pelo crescimento e coloração dos cabelos. Há já décadas que os cientistas sabem que as células dos folículos capilares e dos melanócitos, as células produtoras de pigmento, interagem de forma a produzirem o cabelo colorido. Até agora, no entanto, ninguém sabia exatamente como. No trabalho publicado na «Cell», Mayumi Ito, da Universidade de Nova York, descobriu que uma proteína conhecida como Wnt tem um papel essencial no processo. O estudo feito em ratos mostrou exatamente como os caminhos sinalizadores da proteína Wnt permitem que as células-tronco dos folículos e dos melanócitos trabalhem juntas para gerar o crescimento capilar e produzir pigmentos. A investigação mostrou que a anormalidade ou a ausência de Wnt inibe o surgimento de novos fios e impede a formação de cor. Além de indicar uma possível forma de tratamento para calvície e cabelos grisalhos, o estudo também pode ajudar a combater doenças graves, como o melanoma ou cancro da pele. Existem vários tipos de células-estaminais com potencial de regeneração, mas este método descoberto nos fios de cabelo, podem dar pistas importantes para regenerar órgãos mais complexos. Além disso, ajuda a compreender doenças nas quais os melanócitos estão envolvidos.

LINK: http://biologias.com/noticias/1017/Descoberta-proteina-que-impede-calvicie-e-cabelos-brancos

COMENTÁRIO: Muito interessante já que muitas pessoas se sentem incomodadas ao sofrer de calvície ou ao ter cabelos brancos.

Google street mapeará Amazônia


Em anúncio feito na quarta-feira (17) no blog oficial do Google, o Google Street, serviço do Google que registra imagens das ruas, avenidas do planeta, iniciou o mapeamento de alguns lugares da Amazônia. O Google Street conta com apoio da Fundação Amazonas Sustentável para o realização do trabalho, a equipe utiliza barcos para registros de algumas imagens e bicicletas com o tripé especial acoplado com câmera que registra imagens panorâmicas em 360º. Para os que não podem gastar dinheiro com viagens e hospedagem, é uma oportunidade para conhecer a Amazônia. Blog do Google: http://googleblog.blogspot.com/2011/08/street-view-goes-to-amazon.html

LINK: http://biologias.com/noticias/1029/Google-street-mapeara-Amazonia

COMENTÁRIO: Muito criativo como não só estaram mapeando locais habitados por humanos, mas também florestas.

Nova espécie de macaco é encontrada em unidade de conservação no Mato Grosso


Um novo horizonte se abriu para os estudos de primatas na Amazônia Meridional. Uma nova espécie de primata foi encontrada na Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso. O espécime, pertencente ao gênero Callicebus, conhecido como zogue-zogue, foi coletado durante a Expedição Guariba-Roosevelt, realizada em dezembro de 2010 pelo WWF-Brasil em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (Sema) e a Mapsmut. Na ocasião, 9 pesquisadores visitaram quatro unidades de conservação do estado do Mato Grosso para colher subsídios para a redação dos planos de manejo dessas áreas protegidas. O trabalho durou vinte dias e terá seu resultado consolidado ainda este ano, com a publicação oficial dos planos de manejo. O primata foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt, dois dos mais importantes cursos d’água do noroeste mato-grossense. O pesquisador responsável pela descoberta, o biólogo Júlio Dalponte, esclareceu que o pequeno primata apresenta características de coloração diferentes das outras espécies de zogue-zogue conhecidas na região. “Este primata tem detalhes na cauda e na cabeça que não foram vistos até agora em outros zogue-zogues originários desta área”, contou. O animal coletado está sendo submetido a estudos que visam detalhar seu caráter inédito para os mastozólogos e primatólogos do mundo todo. O tombamento foi realizado em maio na coleção científica de mamíferos do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA). Júlio explicou que o registro e depósito (tombamento) do animal significa, na prática, sua incorporação à uma coleção cientifica brasileira, no caso, a do Goeldi. “Este é mais um passo neste trabalho de descobrir e catalogar uma nova espécie. Ainda faremos sua descrição e a publicação de estudos mais detalhados sobre ela, mas não há dúvida de que seja uma nova espécie”, contou. A descrição da espécie, com os estudos sobre suas características físicas e biológicas, deve levar cerca de seis meses para ser concluída. A publicação da descoberta em periódicos especializados pode levar até um ano entre a submissão do trabalho e a aprovação por parte dos comitês editoriais de revistas científicas. Assim que chegou ao Goeldi, o primata foi classificado seguindo normas internacionais de taxonomia. Os dados biométricos do animal como peso, cor do pelo e comprimento de cauda foram registrados, assim como outras informações sobre sua ocorrência e sobre a coleta – como o pesquisador coletor, o habitat e período da coleta. Amostras de pelos e músculos foram retirados para análises moleculares e todas essas informações serão disponibilizadas futuramente em fichas informatizadas, passíveis de ser consultadas por outros pesquisadores. “Ao tombar este animal numa coleção idônea, como é o caso do Museu Goeldi, damos um passo importante no sentido de conhecer a fauna do noroeste do Mato Grosso, que ainda hoje é um enorme quebra-cabeças com várias peças ausentes”, explicou Dalponte. Segundo o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Mauro Armelin, a descoberta de uma nova espécie de mamífero coloca em evidência a importância das unidades de conservação para a proteção das espécies da flora e fauna e também para a pesquisa científica. “O Brasil é uma país megadiverso e é fundamental a conservação dos ecossistemas e das espécies. Precisamos conhecer mais essa riqueza e promover o uso sustentável dos recursos naturais”, afirmou Armelin. Lançado em 2010 pela Rede WWF, o relatório Amazônia Viva: uma década de descobertas 1999-2009 mostrou que mais de 1.200 novas espécies de plantas e de animais vertebrados foram descobertas na Amazônia entre 1999 e 2009. Isso significa uma nova espécie a cada três dias. “Ainda há muito o que descobrir”, comentou o engenheiro florestal. “A perda de habitats naturais continua sendo uma grande ameaça para a biodiversidade brasileira. Por isso, é muito importante a criação e implementação de unidades de conservação com a coleta de informações e elaboração dos planos de manejo. A realização da Expedição Científica Guariba-Roosevelt é uma forma de apoiar a secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso a conservar a riqueza natural do estado”, explicou Armelin. A Expedição Guariba-Roosevelt Promovida pelo WWF-Brasil em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso e a empresa Mapsmut, a Expedição Guariba-Roosevelt foi realizada entre os dias 1º e 20 de dezembro de 2010. Seu objetivo foi colher informações e realizar o “diagnóstico ambiental” de quatro unidades de conservação estaduais situadas no Noroeste do Mato Grosso Apesar de criadas durante a década de 90, essas áreas protegidas ainda não foram suficientemente estudadas e não possuem planos de manejo. Os planos de manejo são documentos oficiais que informam o que pode ou não ser feito no interior de unidades de conservação. Historicamente, o noroeste do Mato Grosso vem sendo devastado nas últimas décadas pela ocorrência de garimpo, extração de madeira, pesca predatória e abertura de pastagem – mesmo dentro das áreas protegidas. O analista de conservação do WWF-Brasil, Samuel Tararan, coordenador da expedição, considera que as parcerias entre as instituições envolvidas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável na região.

LINK: http://biologias.com/noticias/1041/Nova-especie-de-macaco-e-encontrada-em-unidade-de-conservacao-no-Mato-Grosso


COMENTÁRIO: É muito interessante como até hoje ainda existem muitas coisas que não conhecemos e que são descobertas.

Hibridação com Neandertais melhorou resistência imunológica dos “Homo sapiens”


Estudo sugere que devido a cruzamento o homem moderno ficou apto a sobreviver na Europa Quando saiu de África e rumou até à Europa, o Homo sapiens teve contato com o Homo neanderthalensis. Essa teoria ficou provada quando, há não muito tempo, investigadores do Instituto Max Plank (Alemanha) descobriram que o ser humano moderno europeu e asiático têm entre um e quatro por cento de DNA Neandertal. Um artigo agora publicado na «Science» vem acrescentar que a genética dos Homo sapiens foi melhorada pelo cruzamento. A equipe de investigação identificou vários genes e regiões do DNA que foram ‘cedidos’ pela aquela espécie ao sistema imunitário que o ser humano ainda possui. Dirigido por Peter Parham (Universidade de Stanford), o estudo permitiu conhecer os genomas tanto de Neandertais como de hominídeos de Denisova (espécie recentemente descoberta na gruta de Denisova, Sibéria). Investigações anteriores tinham já sugerido que o cruzamento entre estes três hominídeos que habitavam o planeta há 60 mil anos aconteceu na Eurásia, razão pela qual se identificou 2,5 por cento de DNA Neandertal em todos os humanos não africanos. Também se detectou parte de DNA denisoviano em populações asiáticas, sobretudo na Melanésia, onde a percentagem de DNA ancestral ascende a seis por cento. O que este estudo traz de novo é a importância da hibridação. As atenções dos investigadores centraram-se no sistema sistema antígeno leucocitário humano (HLA), pois este está submetido à pressão das doenças e entra facilmente em mutação. A comparação das sequências genómicas mostrou que vários genes do HLA (como o B*51 e o C*07) eram próprios da evolução dos Neandertais e passaram para as populações de sapiens. O mesmo se passava com uma região chamada HLA classe I. As percentagens da presença entre os europeus era de 50 por cento, nos asiáticos de 80 por cento e nas populações da Papua Nova Guiné até 95 por cento. No entanto, não se encontrava entre a população africana. Foram também encontrados nos asiáticos genes próprios do genoma dos hominídeos de Denisova. Os autores defendem que a mestiçagem com outras espécies melhorou os humanos modernos para os defender de patogénicos presentes na Europa e na Ásia. Trata-se, afirma, de um “exemplo claro de seleção natural”: aqueles que possuíam os genes protetores, ou seja, os híbridos, ficaram mais aptos para sobreviver. Artigo: The Shaping of Modern Human Immune Systems by Multiregional Admixture with Archaic Humans

LINK: http://biologias.com/noticias/1045/Hibridacao-com-Neandertais-melhorou-resistencia-imunologica-dos-Homo-sapiens-

COMENTÁRIO: Muito interessante saber como o homem evoluiu em certos aspectos no passado

domingo, 31 de julho de 2011

Descoberta espécie de dinossauro mais pequena que se conhece

Fóssil foi encontrado na Inglaterra Uma nova espécie de dinossauro descoberta por dois paleontólogos da Universidade de Portsmouth pode ser a mais pequena do mundo, revela um estudo publicado na revista “Cretaceous Research”. O animal, cujo fóssil foi encontrado em Sussex, na Inglaterra, deverá fazer parte da família dos maniraptores, que inclui aves carnívoras, e teria vivido no Mesozoico, há 250 milhões de anos. O corpo deste pequeno dinossauro é semelhante ao de uma ave e mede entre 33 a 40 centímetros de comprimento. Segundo o paleontólogo Steve Sweetman, da Universidade Britânica, esta foi uma descoberta “excitante” uma vez que se trata do “mais pequeno dinossauro descoberto até agora no registo europeu de fósseis”. Os investigadores batizaram-no de maniraptora de Ashdown, devido às semelhanças que apresenta em relação aos maniraptores. Através da análise de uma vértebra do pescoço, os especialistas conseguiram verificar que o espécime já estava na fase adulta e que fazia parte da larga família de terópodes, que incluía todos os dinossauros bípedes e carnívoros. O local onde foi descoberto este espécime é particularmente rico em fósseis, tendo já sido aqui encontrados restos fossilizados de salamandras, sapos, lagartos, tartarugas, crocodilos e grandes dinossauros.


LINK:http://biologias.com/noticias/989/Descoberta-especie-de-dinossauro-mais-pequena-que-se-conhece


COMENTÁRIO:Muito interessante já que quase sempre que pensamos em dinossauros, imaginamos animais gigantescos muitas vezes sem perceber que muitos deles eram bem pequenos.

Paleontólogos descobrem esqueleto completo de marsupial gigante

O Diprotodon optatum viveu na Austrália há mais de 50 mil anos Os restos de um diprotodonte (Diprotodon optatum), um marsupial gigante que habitou a Terra há, pelo menos, 50 mil anos foram descobertos no norte da Austrália por uma equipa de paleontólogos. Com três toneladas de peso, este animal foi o maior marsupial que já habitou o planeta. A equipa dirigida pelo investigador Michael Archer desenterrou os fósseis do animal, também conhecido como “wombat (Vombatidae) gigante” em Bruketown (estado de Queensland). O diprotodonte viveu durante o Plistoceno e tinha o tamanho de um rinoceronte ou um hipopótamo. Com três metros de comprimento e dois de altura, tinham um par de dentes incisivos saídos, apesar de serem herbívoros. Habitavam as florestas semi-áridas da Austália. Com a descoberta destes restos, os paleontólogos estão confiantes de que poderão construir o esqueleto mais completo do Diprotodon optatum, pois apesar de os ossos não estarem na posição correcta, estão todos lá presentes.

LINK:http://biologias.com/noticias/997/Paleontologos-descobrem-esqueleto-completo-de-marsupial-gigante

COMENTÁRIO: Muito interessante, porém difícil de se imaginar um animal destes, já que grande parte dos marsupiais do presente são bem pequenos.

Portugal é dos países com maiores avanços em Biotecnologia

Ranking elaborado pela "Scientific American" Portugal, Espanha, República Checa e Brasil são dos países que registaram maiores avanços na área da biotecnologia, de acordo com um ranking elaborado pela "Scientific American". O documento apresentado na convenção BIO International, que decorreu em Washington, nos EUA, “reflete a força, o potencial e os desafios que cada país precisa de superar para melhorar a sua capacidade de inovar na área da biotecnologia”. "É fascinante ver países que vivem em climas desfavoráveis (em termos de capacidade de inovação), mostrarem um crescimento consistente no nosso índice", afirmou Jeremy Abbate, editor chefe da "Scientific American", ao falar sobre o fato de entre os países com os rankings mais elevados estarem nações como Portugal e Espanha, que atualmente enfrentam fortes desafios económicos e financeiros. "Alguns dos progressos mais notáveis registam-se em Portugal e Espanha. Estes países têm evoluído consistentemente na sua pontuação geral desde que começamos a elaborar este ranking em 2009", acrescentou. "No caso de Portugal, a educação e a mão-de-obra (especializada) aumentaram quase 40% desde 2009", sublinhou ainda Jeremy Abbate. O editor da "Scientific American" destacou ainda o exemplo de países como o Brasil, que tem conseguido com sucesso aumentar a sua capacidade de captação de cérebros no país, e do México e da República Checa, dois países que também têm aumentado as suas pontuações no ranking desde a sua publicação inaugural.

LINK:http://biologias.com/noticias/55/Portugal-e-dos-paises-com-maiores-avancos-em-Biotecnologia

COMENTÁRIO: Interessante que Portugal tem o maior avanço nesse setor, porém também é muito bom que o Brasil também seja avançado, e espero que no futuro avance mais ainda.

Dinâmica do exoesqueleto

Agência FAPESP – Formado pela epiderme e pelo exoesqueleto, o tegumento dos insetos é um dos principais responsáveis pelo sucesso evolutivo e pela megadiversidade desse grupo de organismos. Um estudo realizado com abelhas por um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) ampliou o conhecimento a respeito da influência exercida sobre os genes cuticulares pelos dos hormônios ecdisteróides – que controlam a ecdise, o processo de mudança do exoesqueleto ao longo do desenvolvimento do inseto. O trabalho, publicado na revista PLoS One, foi realizado no âmbito do Projeto Temático Genômica funcional de Apis mellifera: busca de novos genes e redes funcionais no contexto do desenvolvimento, da diferenciação de castas e da reprodução , financiado pela FAPESP e coordenado pela professora Zilá Simões, do Laboratório de Biologia do Desenvolvimento de Abelhas (LBDA) da USP em Ribeirão Preto (SP). Há cerca de 10 anos, uma linha de pesquisas do LBDA, coordenada pela professora Márcia Bitondi, busca compreender o cenário ontogenético da formação e diferenciação do exoesqueleto dos insetos, utilizando a abelha Apis mellifera como modelo biológico. Bitondi coordena o projeto Genética molecular e regulação hormonal da diferenciação do exoesqueleto no inseto-modelo Apis mellifera , apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. Além de Bitondi e Simões, participaram do artigo Michelle Soares e Fernanda Silva-Torres, como primeiras autoras, e Moysés Elias-Neto e Francis Nunes, como colaboradores. Elias-Neto e Nunes têm bolsas da FAPESP de doutorado e pós-doutorado, respectivamente. No artigo, o grupo investigou a influência dos hormônios ecdisteróides na regulação da expressão de genes cuticulares. “A reconstrução cíclica da cutícula durante o crescimento e a metamorfose dos insetos envolve uma complexa rede entre a ação de enzimas e a síntese de proteínas estruturais. Todo o processo está sob o controle de ecdisteróides, que atuam como verdadeiros regentes do desenvolvimento”, disse Bitondi à Agência FAPESP. De acordo com a pesquisadora, no trabalho, o estudo de genes cuticulares codificadores das proteínas estruturais Tweedle e da enzima Peroxidase confirmou a relação entre níveis hormonais, expressão gênica e maturação da cutícula durante o ciclo de muda do exoesqueleto. “Foi realizada a análise tanto de transcritos de RNA mensageiro como de proteínas em diferentes fases do desenvolvimento e em distintas regiões do corpo da abelha, o que permitiu uma visão geral dos padrões temporal e espacial de expressão gênica”, afirmou. Segundo Elias-Neto, a equipe do laboratório já havia levantado em trabalhos anteriores outras proteínas estruturais e outras enzimas que participavam do processo de diferenciação do tegumento. Ao identificar a participação do gene que codifica as proteínas estruturais da cutícula e o que codifica a enzima Peroxidase, o grupo, que tem foco em biologia do desenvolvimento, dá mais um passo para compreender como se dá a formação do exoesqueleto dos insetos. “Após incluir os novos personagens moleculares ao conjunto de componentes cuticulares já investigados anteriormente pelo grupo, nosso próximo desafio será relacionar a dinâmica da ontogênese do exoesqueleto às complexas particularidades da vida social das abelhas”, disse Elias-Neto. Segundo ele, ao longo do desenvolvimento das abelhas, a oscilação das taxas hormonais é que coordena os padrões de expressão dos genes. O diferencial do trabalho, segundo ele, é o fato de relacionar todo o contexto do desenvolvimento do exoesqueleto às especificidades de um inseto social. De acordo com Nunes, a grande contribuição dessa linha de pesquisa no cenário científico internacional consiste justamente em desvendar semelhanças e diferenças da formação do exoesqueleto entre insetos sociais e não-sociais. “Isso abre uma grande margem para novos estudos. As perguntas agora passam a se dirigir para as diferenças entre os tegumentos do insetos sociais e os dos que não são sociais”, disse. O artigo Ecdysteroid-dependent expression of the tweedle and peroxidase genes during adult cuticle formation in the honey bee, Apis mellifera pode ser lido gratuitamente em PLoS One 
LINK:http://biologias.com/noticias/1009/Dinamica-do-exoesqueleto

COMENTÁRIO:Sempre é interessante aprender mais sobre diferentes espécies de animais, quanto mais conhecimento adquirirmos melhor será para nós.

Golfinhos podem inspirar novos tratamentos para humanos

Investigador destaca capacidade de recuperação destes animais A capacidade de recuperação de ferimentos apresentada pelos golfinhos intrigou Michael Zasloff, investigador do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos EUA, que entrevistou tratadores e biólogos marinhos em todo o mundo e reviu a literatura disponível na área sobre esta aptidão a fim de inspirar novos estudos sobre o assunto. “A capacidade do golfinho curar-se rapidamente de uma mordida de tubarão com aparente indiferença à dor, resistência à infecção, proteção hormonal e uma quase restauração do corpo, podem trazer luz ao tratamento de ferimentos humanos”, destacou o cientista. No entanto, sublinhou que há uma grande lacuna de informação sobre este processo, pois não se sabe ainda como é que o golfinho não sangra até à morte depois de ser atacado por um tubarão, por exemplo, ou como é que parece não ter qualquer tipo de dor significativa. Também não é completamente conhecido o que previne a infecção em feridas profundas, que se restauram de tal forma que o contorno do corpo do animal fica quase sem marcas. “Feridas comparáveis em humanos seriam fatais”, frisou Zasloff, que procura explicar este processo com alguns aspectos conhecidos da biologia do golfinho. De acordo com o investigador, os mesmos mecanismos de mergulho que afastam o sangue da periferia do corpo durante um mergulho longo, podem ser acionados quando há um ferimento, significando que há menos sangue na superfície do corpo e por isso menos perda de sangue. Relativamente à dor, Zasloff sugere que se trata de uma adaptação neurológica e psicológica favorável à sobrevivência, mas cujo mecanismo se mantém desconhecido. No que diz respeito à infecção, o cientista acredita que os golfinhos têm o seu próprio composto anti-microbiano que é libertado quando ocorre um ferimento. “Estou certo de que na capacidade de o golfinho se curar a si próprio há agentes anti-microbianos e potentes componentes analgésicos”, afirmou Zasloff. Acrescentou ainda que espera que este seu trabalho “estimule uma investigação que possa trazer benefícios para os humanos.”
 LINK:http://biologias.com/noticias/1010/Golfinhos-podem-inspirar-novos-tratamentos-para-humanos

COMENTÁRIO:É muito legal que possam ser descobertas novas coisas que podem ajudar o ser humano baseado em outros animais.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Espécies de pássaros estão à beira da extinção

Uma das maiores espécies do mundo de ave está à beira da extinção de acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, publicada pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN). Os números também mostram que atualmente um em cada dez pássaros está ameaçado. segundo informações do site Wild Life Extra, fatores como caça, desordem, fragmentação e perda de habitat reduziram o número de abetardas a pouco menos de 250, colocando esta magnífica espécie na lista de animais criticamente em perigo. Com um metro de altura e 15 kg de peso, a abetarda indiana já esteve presente na Índia e Paquistão, mas agora está restrita a um pequeno e isolado habitat remanescente. “Num mundo cada vez mais populoso, as espécies que precisam de mais espaço, como a abetarda indiana, perdem lugar. No entanto, somos nós que perdemos a longo prazo pois o que a natureza nos proporciona começará a desaparecer “, disse Leon Bennun, diretor de ciência e política da BirdLife. A atualização deste ano mostra que o número total de espécies de aves ameaçadas é de 1.253, 13% do total mundial de animais. “No espaço de um ano, 13 tipos de aves entraram para a categoria ‘ameaçada de extinção’”, disse Jean-Christophe Vié, diretor da IUCN. “Esta é uma tendência preocupante, mas a situação seria muito pior se as iniciativas de conservação não estivessem sendo feitas. A informação recolhida pela parceria com a BirdLife é crucial para nos ajudar a melhorar nossos esforços no trabalho de preservação. E isso é muito mais importante agora que a crise de biodiversidades já afeta nosso bem-estar e continuará assim até que façamos mais para frear isso.” Stuart Butchart, da Birdlife, completa: “Aves são a janela da natureza, pois são um indicador muito importante para a saúde do ecossistema: se eles estão indo mal, então toda a vida selvagem também está com algum problema.” Outra espécie em situação limítrofe é o corrupião, que também foi recentemente incluído na lista de ameaçados de extinção. Uma pesquisa recente indica que a população deste belo pássaro preto e amarelo, natural da região do Caribe pode ser menos que 180 aves. O corrupião faz seus ninhos em coqueiros, mas uma doença típica desta árvore tem dizimado a vegetação, fazendo com que a presença do pássaro se torne mais rara. O corrupião está também ameaçado pela recente chegada de chupins, aves que colocam seus ovos nos ninhos de outras espécies. “Apesar de a situação parecer sombria para muitas espécies, a atualização deste ano mostra também que o trabalho de conservação que tem sido feito ajudou algumas aves”, disse Andy Symes, do BirdLife. O pardal-do-novo-mundo ou escrevedeira está voltando à sua antiga condição, por exemplo. O marreco da Ilha de Campbell também sido beneficiado por um programa intensivo de reprodução em cativeiro entre as aves remanescentes. A espécie já começa a repovoar a ilha da Nova Zelândia e seu status de ameaça foi reclassificado. Três espécies de pombos de ilhas no Atlântico também foram beneficiadas pelas iniciativas de conservação e os níveis de ameaça também caíram depois que fatores como perda de habitat e caça foram cortados. “Os pássaros são tão entrelaçados com a cultura humana que apresentam um cenário muito visível do estado da natureza. Bons exemplos de como podemos salvar aves ameaçadas não faltam. O que precisamos fazer é redobrar os nossos esforços, caso contrário corremos o risco de perder criaturas magníficas como a abetarda indiana. Temos ainda que desvendar toda a trama dos nossos sistemas de vidas”, disse Bennun.

LINK: http://biologias.com/noticias/990/Especies-de-passaros-estao-a-beira-da-extincao

COMENTÁRIO: Não é muito agradavel saber que há espécies de animal que nunca mais seram vistas se providências não forem tomadas. O piór é que muitas vezes a culpa do desaparecimento dessas espécies é causado pelas ações do ser humano.