sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Transmissão de dados orgânica
Agência FAPESP – Dispositivos elétricos e eletrônicos, de uma lâmpada a um tablet, enviam informações por meio de elétrons. Por outro lado, o corpo humano e demais organismos enviam sinais e recebem impulsos para realizar tarefas por meio de íons e prótons. Um grupo de cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e da Universidade de Waterloo, no Canadá, desenvolveu um transistor que usa prótons no lugar de elétrons, abrindo a possibilidade de fabricação de dispositivos que possam se comunicar diretamente com seres vivos. O estudo será publicado esta semana na revista Nature Communications. Diversos grupos de pesquisa no mundo estudam o desenvolvimento desse tipo de tecnologia, que poderá ser empregado em próteses ou em sensores biológicos, mas as pesquisas estão voltadas para a comunicação eletrônica, com partículas carregadas negativamente, e não positivamente ou neutras, como prótons e íons. “O desafio está na interface: como fazer com que um sinal eletrônico seja traduzido em um sinal iônico e vice-versa?”, disse Marco Rolandi, professor de ciência dos materiais e engenharia da Universidade de Washington e primeiro autor do artigo. “Nós encontramos um biomaterial que é muito bom na condução de prótons e permite o potencial de interagir com sistemas vivos”, afirmou. No corpo humano, prótons atuam junto a espécies de interruptores – ligando ou desligando-os – que são fundamentais para a transferência biológica de energia. Íons abrem e fecham canais na membrana celular para impulsionar coisas para dentro e para fora das células. Animais, como o homem, usam íons para, por exemplo, flexionar seus músculos ou na transmissão de sinais cerebrais. Uma máquina que seja compatível com um sistema vivo poderia monitorar tais processos. Em teoria, isso poderia levar à geração de correntes de prótons para controlar diretamente determinadas funções. Um primeiro passo rumo a esse tipo de controle é o transistor apresentado no novo estudo, capaz de enviar correntes de prótons. O protótipo é um transistor de efeito de campo, um tipo que inclui três terminais – porta, fonte e dreno – para a corrente. O protótipo é o primeiro desses transistores a usar prótons. Ele é bem mais fino que um fio de cabelo, medindo apenas 5 micrômetros de espessura – 1 micrômetro é a milionésima parte de 1 metro. O transistor foi feito com o uso de quitosana, polissacarídeo derivado do exoesqueleto de crustáceos. A quitosana absorve água e forma muitas ligações de hidrogênio, permitindo que os prótons pulem de uma ligação para outra. O protótipo também leva silício, o que o torna incompatível com o uso no corpo humano, mas os pesquisadores pretendem desenvolver versões com outros materiais, que possam ser implantadas sem problemas de rejeição ou dano físico. O artigo A polysaccharide bioprotonic field-effect transistor (doi:10.1038/ncomms1489), de Chao Zhong e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Communications em http://www.nature.com/naturecommunications.
LINK:http://biologias.com/noticias/1069/Transmissao-de-dados-organica
COMENTÁRIO:Muito interessante, espero que realment consigam criar essa tecnologia.
Raiz do problema da biodiversidade
agência FAPESP – Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical, afirma um estudo divulgado no dia 14 no site da Nature e que será publicado em breve na edição impressa da revista. O trabalho – uma matanálise de 138 estudos anteriores – destaca que a maior parte das formas de degradação florestal tem um efeito prejudicial enorme na biodiversidade tropical. Segundo o novo estudo, as florestas secundárias não são capazes de ocupar a lacuna deixada pelas antigas, que são fundamentais para a permanência de muitas espécies. Florestas tropicais com pouca ou nenhuma intervenção humana estão diminuindo devido à conversão e degradação de atividades antrópicas e, em muitas regiões, têm sido substituídas por plantações, pastos ou florestas secundárias. Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, e colegas analisaram os diversos efeitos do uso da terra e da degradação local na biodiversidade de florestas tropicais. Um dos autores do estudo é Thomas Lovejoy, do John Heinz III Center for Science, Economics and Environment, nos Estados Unidos, e pesquisador associado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Os autores verificaram que a dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos analisados, tipo de intervenção humana no local e da medida utilizada para calcular a própria perda. “Alguns cientistas têm afirmado que as florestas tropicais degradadas são capazes de manter níveis elevados de biodiversidade, mas nosso estudo demonstra que isso raramente ocorre”, disse Gibson. “Não há substituto para as florestas primárias. Todas as principais formas de intervenção [humana] invariavelmente reduzem a biodiversidade em florestas tropicais”, disse o pesquisador. Segundo ele, a proteção das florestas primárias deve ser uma das prioridades da conservação mundial. O artigo Primary forests are irreplaceable for sustaining tropical biodiversity (doi:10.1038/nature10425), de Luke Gibson e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com.
LINK:http://biologias.com/noticias/1064/Raiz-do-problema-da-biodiversidade
COMENTÁRIO:É muito interessante saber a coisa do problema, seria melhor se for encontrada uma solução ou um meio de diminuir o problema.
57º Congresso Brasileiro de Genética reuniu os maiores pesquisadores do Brasil e do Mundo
Homenagem às personalidades históricas da Genética e foco no futuro das pesquisas O 57º Congresso Brasileiro de Genética reuniu cerca de 2 mil participantes do Brasil e do exterior entre inscritos e convidados, para debater todo o conhecimento já desenvolvido no setor e os próximos desafios. A área de Genética é ampla e foi importante para o sucesso do evento ter representantes de cada uma das suas subdivisões. Resultados importantes foram obtidos a partir dos debates sobre a diversidade genética dos animais, a evolução, bioinformática, efeitos de transposição do genoma humano ou bacteriano, o mecanismo do envelhecimento, inativação do cromossomo X, desenvolvimento e uso de plantas transgênicas, novas abordagens de produção de vacinas, produção de células-tronco, entre outros. A participação de grandes nomes da história das pesquisas em Genética, como os geneticistas Werner Arber e Willy Beçak, reforçou o compromisso do evento em celebrar a evolução científica. “O congresso foi amplo e de excelente nível científico, sempre propiciando a discussão de temas de fronteira na ciência”, comemorou o Prof. Carlos Menck, presidente da Sociedade Brasileira de Genética (SBG). O pesquisador Willy Beçak emocionou os congressistas contando como a sua história de liderança científica mudou o modo de fazer pesquisa no Brasil. Já o geneticista suíço Werner Arber deu um grande exemplo de como uma pessoa pode se transformar no ganhador da maior premiação científica, o Prêmio Nobel de Medicina, e ainda ser humilde e curioso. O Congresso contribuiu para reforçar o debate sobre a ciência e reafirmar a pesquisa brasileira como foco internacional. De acordo com o geneticista, “é importante mostrar que podemos fazer bons trabalhos e melhorar cada vez mais o nível científico”. Este assunto foi debatido em um simpósio que contou com a participação de Helena Nader, presidente do SBPC; Glaucius Oliva, do CNPq; Jorge Guimarães, da CAPES e Carlos Brito Cruz, da FAPESP. Neste momento foram levantadas várias dificuldades que impedem o crescimento da qualidade das pesquisas no Brasil. Entre as mais impactantes foram citadas a dificuldade de importação, excesso de tempo despendido para administração e resolução de problemas das instituições, as vantagens e desvantagens dos sistemas de avaliação científica, definidos de acordo com cada agência, entre outros. Estudantes, professores e pesquisadores pelo futuro da Genética Os estudantes tiveram um importante papel durante as atividades. Cerca de dois terços dos participantes eram estudantes de graduação e pós-graduação na área de Ciências Biológicas. “Mesmo com um pouco de dificuldade pelo nível das informações, este é um aprendizado positivo, eles são nossos futuros pesquisadores”, explica Menck. “Parte das atividades foi realizada em inglês, que é o idioma universal de divulgação científica e para esses estudantes é importante já se familiarizarem com os termos e a língua”. Um ponto interessante do evento foi o jantar com os pesquisadores, onde os estudantes tiveram a oportunidade de conversar informalmente com profissionais brasileiros e de outros países, por intermédio da SBG. A formação de novos geneticistas e prática do ensino da disciplina nas escolas foram temas de mesas-redondas, em que cerca de 250 professores e pesquisadores debateram sobre o funcionamento da ciência, como é o processo científico e como a visão do professor sobre a disciplina influencia a sua forma de ensinar. Para Menck, “este evento canalizou a preocupação da SBG com a boa formação dos estudantes a respeito do tema Genética”. Durante o Congresso, os professores da rede estadual de ensino médio participaram de mais uma edição do Projeto Genética na Praça, uma experiência inovadora que visa aproximar o ensino da pesquisa. Foram 91 Professores Coordenadores da Oficina Pedagógica (PCOPs), que não atuam diretamente em sala de aula, mas dão apoio à docência de outros profissionais e disseminarão a iniciativa em outras regiões do Estado de São Paulo, além de mais 300 professores. “A iniciativa rendeu ótimos resultados. Os professores interagiram, criticaram, estabeleceram contatos e trocaram experiências de uma forma muito descontraída. Os estudantes de graduação e pós-graduação também apresentaram trabalhos voltados para a prática do ensino e, mesmo com ainda pouca vivência em sala de aula, obtiveram bom retorno sobre as suas propostas profissionais, com boa desenvoltura”, explica o Prof. Felipe Bandoni de Oliveira. Uma ferramenta de ensino 2.0 Os participantes do evento ainda tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais da mais recente ferramenta de ensino da SBG: O portal Saiba Mais Sobre Biotecnologia. Conteúdo online gratuito para estudantes, professores e quem mais tiver interesse e curiosidade em entender melhor o que é e quais são as aplicações possíveis para a manipulação genética, como a biotecnologia, vegetais transgênicos, animais transgênicos, terapia gênica e células-tronco. Conheça mais sobre genética, terapia gênica e biotecnologia, acesse o Portal Saiba Mais Sobre Biotecnologia A SBG lançou o portal “Saiba Mais Sobre Biotecnologia”, com conteúdo online gratuito para estudantes, professores e quem mais tiver interesse e curiosidade em entender melhor o que é e quais são as aplicações possíveis para a manipulação genética. O portal já nasce como uma importante ferramenta de apoio a estudantes e professores de Ensino Médio, cursinhos, universidades e é dividido em cinco áreas: biotecnologia, vegetais transgênicos, animais transgênicos, terapia gênica e células-tronco. Qualquer um pode se inscrever: basta acessar o site, cadastrar-se e começar a estudar. Acesse: http://saibamaisbiotec.com.br/ Sobre a SBG A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) reúne, desde 1955, geneticistas brasileiros e todas as pessoas interessadas em assuntos relacionados à genética. É filiada à Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência e tem atualmente 1287 associados, entre professores, pesquisadores e profissionais ligados à centros de pesquisa, universidades, fundações e empresas. A entidade publica livros e edita duas revistas, assinadas pela elite da genética brasileira: Genetics and Molecular Biology, publicação científica internacional, e a Genética na Escola, voltada para professores de Ensino Médio e Superior. Visite: http://www.sbg.org.br.
COMENTÁRIO:É muito interessante que um congresso com tantas figuras importantes para a biologia tenha ocorrido no Brasil.
Enciclopédia da Vida quer ser maior catálogo de espécies
Sítio ‘online’ reúne até agora 700 mil páginas de informação Quatro anos após ter começado, a Enciclopédia da Vida (Encyclopedia of Life, sigla EOL) apresenta hoje uma nova e atualizada versão. Esta ambiciosa webpage, que funciona como uma base de dados de espécies, é feita através da colaboração em rede. Apresenta-se agora com um novo design e características que tornam a sua utilização mais simplificada e com a possibilidade de personalização e interacção. Catalogar todas as espécies que existem é um trabalho interminável. A vantagem da Internet é que permite sempre atualizar um catálogo sempre incompleto, mas que se quer cada vez mais rigoroso e sem falhas. O sistema de classificação moderno, proposto pelo biólogo sueco Carlos Lineu, no século XVIII, impôs-se como o sistema mundial. Todas as classificações são compostas por dois termos latinos, o primeiro referindo-se ao gênero e o segundo à espécie, como por exemplo Felis catus, o gato doméstico. Foi o biólogo Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, o primeiro a defender, em 2003, a necessidade de utilizar as novas tecnologias de comunicação para criar um catálogo virtual da vida. A Fundação MacArthur e Fundação P. Sloan Foundation começaram, em 2007, a financiar este projeto, que conta com a colaboração de cientistas de diversas instituições e cidadão de todo o mundo. Quando o projecto se apresentou contava com 30 mil páginas de informação. Agora, ascende às 700 mil, ou seja, uma terça parte de todas as espécies que se conhecem. Não se sabe exatamente quantas espécies existem nem quantas foram já descritas. Nos catálogos atuais existem repetições e lacunas. Ainda assim, estima-se que sejam 1,9 milhões as espécies conhecidas. Entre elas, 1,2 milhões estão catalogadas, enquanto 700 mil, apesar de descritas, não estão catalogadas. As espécies ainda não descobertas podem ser, estimam os especialistas, 8,7 milhões. A associação de 176 provedores de conteúdo que está por trás da EOL.org aspira construir que o sítio atinja mesmo as 1,9 milhões de páginas, uma por cada espécie conhecida. A enciclopédia tem atualmente diversas potencialidades. O usuário consegue facilmente encontrar as espécies que lhe interessam, criar coleções pessoais com fotografias e informação, encontrar e colecionar fotografias, vídeos e sons. Os utilizadores podem também partilhar comentários, conhecimentos e fazer perguntas entre eles.
LINK:http://biologias.com/noticias/1056/Enciclopedia-da-Vida-quer-ser-maior-catalogo-de-especies
COMENTÁRIO: É muito interessante o número de informação quje já contém, e que pretendem aumentar.
Protetor solar em comprimido pode ser possível
Processos genéticos e bioquímicos de corais na base da investigação Uma equipe da universidade King's College, de Londres, visitou a Grande Barreira de Corais da Austrália para desvendar os processos genéticos e bioquímicos de algumas amostras da espécie ameaçada de coral Acropora. Os cientistas esperam utilizar o sistema de defesa natural dos antozoários contra os nocivos raios ultravioleta do Sol (UV) para produzir uma pílula de proteção solar para consumo humano. Antes de criar uma versão em forma de comprimido, o grupo de investigação, liderado por Paul Long, pretende testar uma loção com os mesmos componentes encontrados nestes animais cnidários, copiando o seu código genético. Este será usado para criar os componentes e colocá-los, em laboratório, dentro de bactérias que podem se reproduzir rapidamente, a fim de proporcionar uma produção em grande escala. Há algum tempo que os investigadores sabem que os corais e algumas algas podem proteger-se dos raios ultravioletas UV em climas tropicais, produzindo seus próprios filtros solares, mas, até agora, não sabiam como acontecia. Descobriram que as algas que existem dentro dos corais produzem um componente que pode ser transportado para o coral, que então o transforma em protetor solar. Isto não só os protege dos danos dos raios UV, mas notaram ainda que os peixes que se alimentam do coral também beneficiam dessa protecção. Os investigadores esperam poder desenvolver um comprimido que as pessoas possam tomar para desenvolver uma proteção solar para a pele e os olhos.
LINK:http://biologias.com/noticias/1048/Protetor-solar-em-comprimido-pode-ser-possivel
COMENTÁRIO: É muito interessante dar mais opções para as pessoas se protegerem enquanto pegam sol.
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