domingo, 31 de julho de 2011

Descoberta espécie de dinossauro mais pequena que se conhece

Fóssil foi encontrado na Inglaterra Uma nova espécie de dinossauro descoberta por dois paleontólogos da Universidade de Portsmouth pode ser a mais pequena do mundo, revela um estudo publicado na revista “Cretaceous Research”. O animal, cujo fóssil foi encontrado em Sussex, na Inglaterra, deverá fazer parte da família dos maniraptores, que inclui aves carnívoras, e teria vivido no Mesozoico, há 250 milhões de anos. O corpo deste pequeno dinossauro é semelhante ao de uma ave e mede entre 33 a 40 centímetros de comprimento. Segundo o paleontólogo Steve Sweetman, da Universidade Britânica, esta foi uma descoberta “excitante” uma vez que se trata do “mais pequeno dinossauro descoberto até agora no registo europeu de fósseis”. Os investigadores batizaram-no de maniraptora de Ashdown, devido às semelhanças que apresenta em relação aos maniraptores. Através da análise de uma vértebra do pescoço, os especialistas conseguiram verificar que o espécime já estava na fase adulta e que fazia parte da larga família de terópodes, que incluía todos os dinossauros bípedes e carnívoros. O local onde foi descoberto este espécime é particularmente rico em fósseis, tendo já sido aqui encontrados restos fossilizados de salamandras, sapos, lagartos, tartarugas, crocodilos e grandes dinossauros.


LINK:http://biologias.com/noticias/989/Descoberta-especie-de-dinossauro-mais-pequena-que-se-conhece


COMENTÁRIO:Muito interessante já que quase sempre que pensamos em dinossauros, imaginamos animais gigantescos muitas vezes sem perceber que muitos deles eram bem pequenos.

Paleontólogos descobrem esqueleto completo de marsupial gigante

O Diprotodon optatum viveu na Austrália há mais de 50 mil anos Os restos de um diprotodonte (Diprotodon optatum), um marsupial gigante que habitou a Terra há, pelo menos, 50 mil anos foram descobertos no norte da Austrália por uma equipa de paleontólogos. Com três toneladas de peso, este animal foi o maior marsupial que já habitou o planeta. A equipa dirigida pelo investigador Michael Archer desenterrou os fósseis do animal, também conhecido como “wombat (Vombatidae) gigante” em Bruketown (estado de Queensland). O diprotodonte viveu durante o Plistoceno e tinha o tamanho de um rinoceronte ou um hipopótamo. Com três metros de comprimento e dois de altura, tinham um par de dentes incisivos saídos, apesar de serem herbívoros. Habitavam as florestas semi-áridas da Austália. Com a descoberta destes restos, os paleontólogos estão confiantes de que poderão construir o esqueleto mais completo do Diprotodon optatum, pois apesar de os ossos não estarem na posição correcta, estão todos lá presentes.

LINK:http://biologias.com/noticias/997/Paleontologos-descobrem-esqueleto-completo-de-marsupial-gigante

COMENTÁRIO: Muito interessante, porém difícil de se imaginar um animal destes, já que grande parte dos marsupiais do presente são bem pequenos.

Portugal é dos países com maiores avanços em Biotecnologia

Ranking elaborado pela "Scientific American" Portugal, Espanha, República Checa e Brasil são dos países que registaram maiores avanços na área da biotecnologia, de acordo com um ranking elaborado pela "Scientific American". O documento apresentado na convenção BIO International, que decorreu em Washington, nos EUA, “reflete a força, o potencial e os desafios que cada país precisa de superar para melhorar a sua capacidade de inovar na área da biotecnologia”. "É fascinante ver países que vivem em climas desfavoráveis (em termos de capacidade de inovação), mostrarem um crescimento consistente no nosso índice", afirmou Jeremy Abbate, editor chefe da "Scientific American", ao falar sobre o fato de entre os países com os rankings mais elevados estarem nações como Portugal e Espanha, que atualmente enfrentam fortes desafios económicos e financeiros. "Alguns dos progressos mais notáveis registam-se em Portugal e Espanha. Estes países têm evoluído consistentemente na sua pontuação geral desde que começamos a elaborar este ranking em 2009", acrescentou. "No caso de Portugal, a educação e a mão-de-obra (especializada) aumentaram quase 40% desde 2009", sublinhou ainda Jeremy Abbate. O editor da "Scientific American" destacou ainda o exemplo de países como o Brasil, que tem conseguido com sucesso aumentar a sua capacidade de captação de cérebros no país, e do México e da República Checa, dois países que também têm aumentado as suas pontuações no ranking desde a sua publicação inaugural.

LINK:http://biologias.com/noticias/55/Portugal-e-dos-paises-com-maiores-avancos-em-Biotecnologia

COMENTÁRIO: Interessante que Portugal tem o maior avanço nesse setor, porém também é muito bom que o Brasil também seja avançado, e espero que no futuro avance mais ainda.

Dinâmica do exoesqueleto

Agência FAPESP – Formado pela epiderme e pelo exoesqueleto, o tegumento dos insetos é um dos principais responsáveis pelo sucesso evolutivo e pela megadiversidade desse grupo de organismos. Um estudo realizado com abelhas por um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) ampliou o conhecimento a respeito da influência exercida sobre os genes cuticulares pelos dos hormônios ecdisteróides – que controlam a ecdise, o processo de mudança do exoesqueleto ao longo do desenvolvimento do inseto. O trabalho, publicado na revista PLoS One, foi realizado no âmbito do Projeto Temático Genômica funcional de Apis mellifera: busca de novos genes e redes funcionais no contexto do desenvolvimento, da diferenciação de castas e da reprodução , financiado pela FAPESP e coordenado pela professora Zilá Simões, do Laboratório de Biologia do Desenvolvimento de Abelhas (LBDA) da USP em Ribeirão Preto (SP). Há cerca de 10 anos, uma linha de pesquisas do LBDA, coordenada pela professora Márcia Bitondi, busca compreender o cenário ontogenético da formação e diferenciação do exoesqueleto dos insetos, utilizando a abelha Apis mellifera como modelo biológico. Bitondi coordena o projeto Genética molecular e regulação hormonal da diferenciação do exoesqueleto no inseto-modelo Apis mellifera , apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. Além de Bitondi e Simões, participaram do artigo Michelle Soares e Fernanda Silva-Torres, como primeiras autoras, e Moysés Elias-Neto e Francis Nunes, como colaboradores. Elias-Neto e Nunes têm bolsas da FAPESP de doutorado e pós-doutorado, respectivamente. No artigo, o grupo investigou a influência dos hormônios ecdisteróides na regulação da expressão de genes cuticulares. “A reconstrução cíclica da cutícula durante o crescimento e a metamorfose dos insetos envolve uma complexa rede entre a ação de enzimas e a síntese de proteínas estruturais. Todo o processo está sob o controle de ecdisteróides, que atuam como verdadeiros regentes do desenvolvimento”, disse Bitondi à Agência FAPESP. De acordo com a pesquisadora, no trabalho, o estudo de genes cuticulares codificadores das proteínas estruturais Tweedle e da enzima Peroxidase confirmou a relação entre níveis hormonais, expressão gênica e maturação da cutícula durante o ciclo de muda do exoesqueleto. “Foi realizada a análise tanto de transcritos de RNA mensageiro como de proteínas em diferentes fases do desenvolvimento e em distintas regiões do corpo da abelha, o que permitiu uma visão geral dos padrões temporal e espacial de expressão gênica”, afirmou. Segundo Elias-Neto, a equipe do laboratório já havia levantado em trabalhos anteriores outras proteínas estruturais e outras enzimas que participavam do processo de diferenciação do tegumento. Ao identificar a participação do gene que codifica as proteínas estruturais da cutícula e o que codifica a enzima Peroxidase, o grupo, que tem foco em biologia do desenvolvimento, dá mais um passo para compreender como se dá a formação do exoesqueleto dos insetos. “Após incluir os novos personagens moleculares ao conjunto de componentes cuticulares já investigados anteriormente pelo grupo, nosso próximo desafio será relacionar a dinâmica da ontogênese do exoesqueleto às complexas particularidades da vida social das abelhas”, disse Elias-Neto. Segundo ele, ao longo do desenvolvimento das abelhas, a oscilação das taxas hormonais é que coordena os padrões de expressão dos genes. O diferencial do trabalho, segundo ele, é o fato de relacionar todo o contexto do desenvolvimento do exoesqueleto às especificidades de um inseto social. De acordo com Nunes, a grande contribuição dessa linha de pesquisa no cenário científico internacional consiste justamente em desvendar semelhanças e diferenças da formação do exoesqueleto entre insetos sociais e não-sociais. “Isso abre uma grande margem para novos estudos. As perguntas agora passam a se dirigir para as diferenças entre os tegumentos do insetos sociais e os dos que não são sociais”, disse. O artigo Ecdysteroid-dependent expression of the tweedle and peroxidase genes during adult cuticle formation in the honey bee, Apis mellifera pode ser lido gratuitamente em PLoS One 
LINK:http://biologias.com/noticias/1009/Dinamica-do-exoesqueleto

COMENTÁRIO:Sempre é interessante aprender mais sobre diferentes espécies de animais, quanto mais conhecimento adquirirmos melhor será para nós.

Golfinhos podem inspirar novos tratamentos para humanos

Investigador destaca capacidade de recuperação destes animais A capacidade de recuperação de ferimentos apresentada pelos golfinhos intrigou Michael Zasloff, investigador do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos EUA, que entrevistou tratadores e biólogos marinhos em todo o mundo e reviu a literatura disponível na área sobre esta aptidão a fim de inspirar novos estudos sobre o assunto. “A capacidade do golfinho curar-se rapidamente de uma mordida de tubarão com aparente indiferença à dor, resistência à infecção, proteção hormonal e uma quase restauração do corpo, podem trazer luz ao tratamento de ferimentos humanos”, destacou o cientista. No entanto, sublinhou que há uma grande lacuna de informação sobre este processo, pois não se sabe ainda como é que o golfinho não sangra até à morte depois de ser atacado por um tubarão, por exemplo, ou como é que parece não ter qualquer tipo de dor significativa. Também não é completamente conhecido o que previne a infecção em feridas profundas, que se restauram de tal forma que o contorno do corpo do animal fica quase sem marcas. “Feridas comparáveis em humanos seriam fatais”, frisou Zasloff, que procura explicar este processo com alguns aspectos conhecidos da biologia do golfinho. De acordo com o investigador, os mesmos mecanismos de mergulho que afastam o sangue da periferia do corpo durante um mergulho longo, podem ser acionados quando há um ferimento, significando que há menos sangue na superfície do corpo e por isso menos perda de sangue. Relativamente à dor, Zasloff sugere que se trata de uma adaptação neurológica e psicológica favorável à sobrevivência, mas cujo mecanismo se mantém desconhecido. No que diz respeito à infecção, o cientista acredita que os golfinhos têm o seu próprio composto anti-microbiano que é libertado quando ocorre um ferimento. “Estou certo de que na capacidade de o golfinho se curar a si próprio há agentes anti-microbianos e potentes componentes analgésicos”, afirmou Zasloff. Acrescentou ainda que espera que este seu trabalho “estimule uma investigação que possa trazer benefícios para os humanos.”
 LINK:http://biologias.com/noticias/1010/Golfinhos-podem-inspirar-novos-tratamentos-para-humanos

COMENTÁRIO:É muito legal que possam ser descobertas novas coisas que podem ajudar o ser humano baseado em outros animais.