sábado, 30 de abril de 2011

Fóssil descoberto na China mostra ponte evolutiva entre répteis e mamíferos


Investigadores afirmam que esta evidência evolutiva era procurada há mais de cem anos

Os ossículos dos ouvidos são comuns a todos os mamíferos. Esta formação óssea faz também a ligação entre esta classe e a dos répteis, tendo nestes últimos evoluído de uma maneira distinta. Com a descoberta de um fóssil quase completo com 125 milhões de anos, confirma-se essa relação.

Um pequeno mamífero com 35 centímetros de comprimento encontrado na China mostra os ossos em plena evolução desde a formação que se pode ver na mandíbula dos répteis até à sua actual localização no ouvido dos mamíferos. O estudo, que envolveu investigadores dos Estados Unidos e da China, está publicado na revista «Nature».
O Liaoconodon hui apresenta uma estrutura peculiar nos ossículos do ouvido, maior do que as estruturais actuais, com uma cartilagem ossificada que ajudou a alongar o tímpano. Esses ossos evoluíram, ficando mais pequenos e tornaram-se no martelo, bigorna e estribo, que se encontram à volta do tímpano.

O autor do estudo, Jin Meng, conservador da secção de Paleontologia no Museu de História Natural (EUA), afirma que este tipo de animal estava a ser procurado pelos cientistas há já 150 anos. "Temos agora a evidência paleontológica que mostra a relação entre a mandíbula e o ouvido médio", acredita Meng.

A teoria que sugere que os ossículos que acompanham o tímpano dos mamíferos são os mesmo que completam os ossos da mandíbula dos répteis foi proposta pela primeira vez por Carl Reichert, em 1837. De lembrar que Charles Darwin publicou «A Origem das Espécies» em 1859.

FONTE: http://biologias.com/noticias/917/Fossil-descoberto-na-China-mostra-ponte-evolutiva-entre-repteis-e-mamiferos

COMENTÁRIO: Isso mostra que as espécies evoluiram de acordo com suas necessidades, com o ambiente que viviam. As espécies que não conseguiram evoluir acabaram sendo extintas, pois não conseguiam se adequar ao ambiente ao seu redor.

Energia solar com ajuda de vírus


Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, descobriu uma forma inusitada de melhorar a eficiência na conversão de energia solar em elétrica: por meio do uso de vírus.

O estudo, publicado na revista Nature Nanotechnology, emprega também nanotubos de carbono para aumentar a eficiência no agrupamento de elétrons na superfície da célula solar para a produção de corrente elétrica.

Essa propriedade dos nanotubos era conhecida, mas seu uso em tal aplicação era prejudicado por dois problemas. Em primeiro lugar, sua fabricação produz geralmente uma mistura de dois tipos: semicondutor e metálico. Outro problema é que os nanotubos tendem a se aglutinar, o que reduz sua eficiência.

A nova pesquisa mostrou que os efeitos dos dois tipos de nanotubos são diferentes e que os semicondutores podem melhorar o rendimento das células solares, enquanto os metálicos têm o efeito oposto.

Para resolver o problema do aglutinamento dos nanotubos, entram em cena os vírus. Xiangnan Dang e colegas observaram que uma versão modificada geneticamente de um vírus conhecido como M13, que geralmente infecta bactérias, pode ser usada para controlar o arranjo de nanotubos em uma superfície, mantendo-os separados e isolados de modo que eles não grudem uns nos outros nem causem curtos-circuitos.

Nos testes, a estrutura com vírus aumentou de 8% para 10,6% a eficiência da conversão energética. Os cientistas do MIT usaram um tipo de célula solar de baixo custo na qual a camada ativa é composta de dióxido de titânio, mas afirmam que a técnica pode ser aplicada em células convencionais de silício.

O conjunto de nanotubos e vírus representa um peso ínfimo, de aproximadamente 0,1% da célula solar.

Os vírus realizam duas funções diferentes no sistema. Primeiramente, eles fazem com que pequenas proteínas (peptídeos) se unam fortemente aos nanotubos, mantendo separadas as minúsculas estruturas de carbono. Cada vírus é capaz de segurar até dez tubos, cada um mantido por 300 peptídeos.

Além disso, os vírus foram induzidos geneticamente para produzir um filme de dióxido de titânio – ingrediente fundamental para as células solares utilizadas – sobre cada um dos nanotubos, aproximando o dióxido de titânio dos nanotubos que transportam os elétrons.

As duas funções foram realizadas alternadamente, por meio da mudança da acidez do meio no qual os vírus se encontram. Segundo os autores do estudo, essa troca de função também foi demonstrada pela primeira vez.
FONTE: http://biologias.com/noticias/924/Energia-solar-com-ajuda-de-virus

COMENTÁRIO: Os vírus existem em abundancia. é muito interessante achar utilidades para eles.

Ataques com animais peçonhentos dobram em dez anos


Agência FAPESP – Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que o número de acidentes com animais peçonhentos dobrou na última década no Estado. Os escorpiões são os principais causadores desses ataques.

Em 2010, foram registrados 14.601 acidentes envolvendo cobras, aranhas, escorpiões e taturanas, número 112,4% superior ao de 2000 (6.873).

De acordo com a Secretaria, dos acidentes 46,5%, ou 6.783 notificações, foram causados por escorpiões. Outros 3.007 casos foram referentes a ocorrências com aranhas, além de 1.752 registros com serpentes e 1.644 com abelhas.

O hospital estadual Vital Brazil, ligado ao Instituto Butantan, e que realiza atendimentos exclusivamente para acidentes envolvendo animais peçonhentos, foi responsável por 2.319 ocorrências em 2010. A unidade é a única no mundo que atende exclusivamente acidentados de animais peçonhentos.

Para quem viaja a lazer para áreas de mata, os cuidados com animais peçonhentos devem ser redobrados. “Ao caminhar, é importante estar com calçado adequado, como botas, e evitar os períodos de amanhecer e entardecer, quando as cobras procuram alimentos. Normalmente, esses animais procuram lugares secos para se protegerem”, disse Carlos Medeiros, diretor médico do hospital.

Diferentemente do que se costuma ouvir, em caso de ferimento, de forma alguma se deve amarrar o local atingido, já que essa ação pode produzir necrose e não evita absorção do veneno.

Em caso de acidentes com cobras, a primeira medida é lavar o local afetado com bastante água e sabão e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. As ações que costumam ser mostradas em filmes, como amarrar, cortar ou mesmo chupar a ferida com a intenção de sugar o veneno devem ser evitadas, uma vez que podem piorar a situação da vítima.

Para ferroada de escorpião, a primeira medida a ser adotada é colocar compressas de água morna sobre a ferida para aliviar a dor. Em seguida, recomenda-se procurar a assistência médica mais próxima. Já em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento.

FONTE: http://biologias.com/noticias/902/Ataques-com-animais-peconhentos-dobram-em-dez-anos

COMENTÁRIO: E isso nos faz perguntar porque estão acontecendo mais ataques? Estamos prestando menos atenção? Os animais estão mais violêntos? Também nos informa que na maioria das vezes a atitude tomada em filmes não é a correta, muitas vezes tornando a situação pior do que já estava

Gene ligado ao consumo de álcool


Agência FAPESP – Uma pesquisa conduzida por um grupo internacional de dezenas de cientistas conseguiu identificar um gene que pode ter um papel importante no consumo de álcool. O estudo é destaque na nova edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de mais de 26 mil voluntários em busca de genes que pudessem afetar o consumo de bebidas alcoólicas. Os resultados foram comparados com dados de outras 21 mil pessoas. Os participantes disseram quando bebiam por meio de questionários.

De acordo com os autores, encontrar uma variante genética que influencia os níveis de consumo de álcool pode levar a um melhor entendimento sobre os mecanismos por trás do alcoolismo.

O gene é denominado AUTS2, sigla para “candidato para suscetibilidade ao autismo número 2”. Estudos anteriores indicaram a relação do gene com o autismo e com o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

A nova pesquisa, liderada por cientistas do Imperial College London e do King's College London, verificou que há duas versões do AUTS2, uma três vezes mais comum do que a outra.

Indivíduos com a versão menos comum do gene bebem em média 5% menos álcool do que as pessoas com a versão mais comum, apontou o estudo.

O gene se mostrou mais ativo nas regiões do cérebro associadas com mecanismos de recompensa neurofisiológicas, o que sugere que possa ter um papel importante na regulagem na resposta à ingestão de bebidas alcoólicas.

Sabe-se que o consumo de álcool é parcialmente determinado geneticamente, mas até agora o único gene conhecido com contribuição significativa era um que decodifica a álcool-desidrogenase, enzima que quebra as moléculas do álcool no fígado.

“Claro que há muitos fatores que afetam quanto de álcool uma pessoa bebe, mas sabemos que os genes têm um papel importante. A diferença promovida por esse gene específico [AUTS2] é pequena, mas, ao descobrir o seu papel, abrimos uma nova área na pesquisa sobre os mecanismos biológicos que controlam a ingestão de bebidas alcoólicas”, disse Paul Elliott, da Escola de Saúde Pública do Imperial College London, um dos coordenadores da pesquisa.

“Uma vez que as pessoas bebem por motivos muito diferentes, entender o comportamento especificamente influenciado pelo gene identificado ajuda a compreender melhor as bases biológicas desses motivos. Esse é um passo importante em busca do desenvolvimento de prevenções e tratamentos individuais para o abuso de álcool e para o alcoolismo”, disse Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College London, primeiro autor do artigo.

FONTE: http://biologias.com/noticias/908/Gene-ligado-ao-consumo-de-alcool
COMENTÁRIO: Isso mostra que o alcool age de diferentes maneiras em cada pessoa, cada um sentirá algo diferente, se sentirá mal após certa quantidade, é algo diferente para cada pessoa.

Manguezal na Bahia é repovoado com mais de 1 milhão de caranguejos


Um manguezal em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, foi repovoado com 1,2 milhão de caranguejos. Com apenas 0,5 centímetro de comprimento, os crustáceos são, nessa fase, chamados megalopas. Os filhotes foram cultivados na Fazenda Oruabo, da Bahia Pesca, empresa estatal vinculada à Secretaria da Agricultura do estado.

A responsável pelo Laboratório de Reprodução de Caranguejo da Bahia Pesca, a tecnóloga em aquicultura Eliane Hollunder, explicou que, adultos, os animais se tornarão reprodutores, "mantendo o ciclo e, consequentemente, o equilíbrio ambiental". Eliane esclareceu que, dentre as fêmeas capturadas para reprodução em cativeiro, são escolhidas as que toleram melhor o manejo.

O presidente da estatal baiana, Isaac Albagli, acompanhou a soltura dos filhotes de caranguejo. Ele explicou que as comunidades que vivem perto dos manguezais precisam ser informadas sobre a importância da presenrvação ambiental para que o repovoamente dê certo. “A gente faz palestra e distribui materiais impressos em escolas e outras entidades explicando várias questões, como, por exemplo, o tamanho mínimo permitido para a captura do caranguejo, que é 5 centímetros. Até atingir este tamanho, o crustáceo leva cinco anos”.

FONTE:http://biologias.com/noticias/926/Manguezal-na-Bahia-e-repovoado-com-mais-de-1-milhao-de-caranguejos

COMENTÁRIO: Acho muito interessante a iniciativa de repovoar o local, já que se o problema foi causado pelo ser humano, a solução deve vir do mesmo.